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Prisão preventiva para assaltantes do museu do ouro

Quatro dos seis indivíduos que no mês passado lançaram o pânico em Viana do Castelo vão aguardar julgamento detidos.

O Tribunal Judicial de Viana do Castelo aplicou hoje prisão preventiva a quatro dos seis indivíduos detidos quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita da autoria do assalto a uma ourivesaria e um museu do ouro.

Em comunicado, o juiz que conduziu o interrogatório sublinha que se trata de uma situação de criminalidade "especialmente violenta" e que os arguidos estão "fortemente indiciados" da prática de dois crimes de roubo, um crime de associação criminosa e dois crimes de homicídio, estes na forma tentada.

Na quinta-feira, os outros dois detidos foram libertados pelo Ministério Público (MP), que entendeu não haver matéria suficiente para acusação. A PJ deteve quarta-feira, na sequência de 18 buscas domiciliárias em Santo Tirso, Trofa, Vila das Aves, Vila Nova de Famalicão e Paços de Ferreira, aqueles seis indivíduos, por suspeita de envolvimento no assalto à mão armada a uma ourivesaria e um museu do ouro de Viana do Castelo, no dia 06 de Setembro.

Nessa operação, a que a PJ deu o nome de código "Céu Dourado", foram apreendidas algumas armas, presumivelmente usadas durante o assalto, e uma pequena quantidade de ouro, que ainda não se sabe se teria sido roubada naqueles estabelecimentos de Viana do Castelo.

Na altura do assalto, os assaltantes envolveram-se numa troca de tiros com a PSP, tendo um deles acabado por morrer, depois de ter sido alvejado por um agente daquela força de segurança.

Os assaltantes fugiram numa carrinha roubada, que viriam a incendiar poucos minutos depois num caminho da freguesia de S. Romão de Neiva, onde continuaram a fuga numa outra viatura, alegadamente roubada. Do tiroteio resultaram ainda quatro feridos, entre os quais um agente da PSP e, o caso mais grave, um transeunte de 74 anos que estava numa paragem de autocarro e que foi atingido na coluna, ficando paraplégico. Segundo o proprietário dos dois estabelecimentos, Manuel Freitas, os assaltantes terão levado cerca de 1200 peças em ouro, num valor total de cerca de 800 mil euros.

Manuel Freitas acredita que, neste momento, o ouro já estará "todo derretido", pelo que confessa já não ter esperança de reaver as suas peças, algumas delas únicas.

Mesmo assim, conta reabrir o museu antes do Natal, com réplicas das peças roubadas, que na sua esmagadora maioria serão em prata dourada.

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