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Atualidade / Arquivo

Preso executado por fuzilamento

A seu pedido, um condenado à pena capital foi hoje morto por fuzilamento nos Estados Unidos. No Utah, esta forma de execução ainda é opção.

Margarida Mota (www.expresso.pt)

Um pelotão de cinco polícias (voluntários) cumpriu, hoje, o último desejo de Ronnie Lee Gardner - ser executado por fuzilamento. Esgotados os recursos legais para comutar a pena capital em prisão perpétua e recusada a clemência do governador do estado do Utah, o republicano Gary Herbert, o réu viu confirmada a sentença emitida no passado dia 10.

Gardner renunciou à sua última refeição e passou as suas últimas horas de vida a dormir, a ler e a ver a trilogia de "O Senhor dos Anéis". Encontrou-se com os seus advogados e recebeu a visita de um pastor da igreja mormon.

Na sala da execução, foi amarrado a uma cadeira e um capuz negro cobriu-lhe a cabeça. Um alvo branco foi-lhe pintado no peito à altura do coração, na direcção do qual - a uma distância de sete metros - o pelotão policial disparou.

25 testemunhas

Vinte e cinco pessoas testemunharam a execução, mas, a pedido do réu, ningúem da família esteve presente. Em contrapartida, pediu aos familiares que se reunissem em vigília num parque de estacionamento próximo da prisão e cantassem o tema "Freebird" ("Pássaro livre"), da banda Lynyrd Skynyrd, à hora marcada da execução.

Ronnie Gardner, de 49 anos, foi condenado em 1985 pelo assassínio do advogado Michael Burdell, quando tentava evadir-se do tribunal em que estava a ser julgado, igualmente por assassínio, em 1984, durante um ataque à mão armada.

Este foi o primeiro caso de fuzilamento nos Estados Unidos do século XXI e o terceiro no Utah desde 1976. Actualmente, esse estado é o único que ainda concede aos réus (condenados antes de 2004, ano em que aboliu a execução por fuzilamento) a opção do fuzilamento em alternativa à injecção letal.