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Portugueses confiam na Presidência da República

Os resultados da sondagem Expresso/SIC/Rádio Renascença/Eurosondagem foram globalmente desfavoráveis aos órgãos de soberania. Presidente da República e Parlamento perderam 0,7% e o Governo 0,6%.

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Quase um em cada dois portugueses (46,1%) considera a Presidência da República como a instituição que lhe merece maior confiança, num "ranking" que coloca logo a seguir a Procuradoria Geral da República (14,8%) , enquanto o Governo figura no terceiro lugar (14%). Estes resultados foram apurados pela sondagem Expresso/SIC/RR/Eurosondagem, no âmbito da qual os Tribunais (26,4%), as Câmaras Municipais (22,8%) e o Governo (20%) aparecem como as instituições que suscitam menor confiança aos entrevistados.

As conclusões do inquérito traduzem um certo descrédito do sistema judicial, facto confirmado pelas expectativas dos portugueses quanto à mensagem presidencial de Ano Novo: 39,9% pedem a Cavaco Silva que seja mais exigente quanto à justiça, enquanto 26,1% se preocupam sobretudo com a situação económica e 17,5% com a educação. Apesar das recentes intervenções críticas sobre economia e justiça, a maioria dos inquiridos (53,3%) pensa que o PR não está a apertar a vigilância ao Governo.

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Perante este quadro, também não é de estranhar a discordância manifestada por 59,1% dos entrevistados relativamente às acusações de incompetência e autoritarismo feitas pelo inspector-geral da Administração Interna às polícias. Curioso é o facto de 31,2% admitirem que o seu telefone pode estar sob escuta.

Uma maioria significativa (58,3) de portugueses gostaria de ver alargado a outros domínios os pactos assinados por PS e PSD: 38,9 são favoráveis a um entendimento sobre as grandes obras públicas, como o aeroporto e o TGV; 35,9% às leis laborais e 14,8% às leis eleitorais.

O comportamento do rei de Espanha ao mandar calar Hugo Chávez na Cimeira Ibero-Americana foi saudada por 60,7% dos entrevistados na sondagem, mas em contrapartida uma percentagem ainda mais esmagadora (67,7%) aprovou a decisão de José Sócrates de receber em Lisboa o Presidente venezuelano. Por último, o seleccionador nacional de futebol continua a gozar de apreciável popularidade e 30,1% atribuem-lhe o mérito do apuramento de Portugal para o Euro-2008 (50,4% para os jogadores) e 46,6% apreciariam vê-lo no cargo no Mundial de 2010.

Título sobre os partidos

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A maior queda do mês fez regressar os socialistas à fronteira da maioria absoluta. Mais grave foi a perda de controlo do Norte do país.

A querela sobre o Estatuto do Aluno pode ter contribuído para o pequeno salto em frente dos sociais-democratas na versão Menezes.

Apesar de se manterem com algum conforto como terceira força política, a aliança comunista voltou a conhecer nova erosão eleitoral.

O único partido a conquistar eleitorado nos últimos 30 dias. Passo a passo, o Bloco recupera terreno face aos rivais do PCP. A combatividade demonstrada pelos centristas no debate do Orçamento e no Estatuto do Aluno renderam-lhe apoio popular.

Destaques de Dezembro

Luís Filipe Menezes Cada vez mais sólido no segundo lugar

No mês em que José Sócrates acumulou triunfos europeus, eis que surge Luís Filipe Menezes para conquistar o campeonato da popularidade. Sem ter aparecido na linha da frente da oposição ao Orçamento de Estado, posição assumida por Pedro Santana Lopes, o líder do PSD muito provavelmente capitalizou o descontentamento do eleitorado mais conservador cada vez mais preocupado com o desemprego e a criminalidade. Com um aumento de 1,4% relativamente ao período anterior, Menezes consolidou-se como o segundo líder partidário mais popular com um saldo de 5,9%, ainda a uma distância quase intransponível do seu rival socialista. Sócrates perdeu 3% nos últimos 30 dias, o que indicia um certo alheamento do eleitorado face às questões externas, mas o capital de simpatia acumulado ainda está fixado em valores invejáveis: +29%. Uma prestação parlamentar catalogada de brilhante por todos os sectores rendeu escassos 0,2% a Francisco Louçã. Paulo Portas desdobrou-se em várias frentes de combate ao Governo e o seu esforço capitalizou +0,9%, enquanto Jerónimo de Sousa, a braços com o 'caso Luísa Mesquita' marcou passo.

José Sócrates O prestígio adquirido com o tratado reformador não equilibrou os efeitos do desgaste na frente interna

Francisco Louçã O coordenador do Bloco foi o único líder da esquerda com nota positiva

Paulo Portas O seu esforço em todas as frentes de combate ao Governo foi recompensado nos índices de popularidade

Jerónimo de Sousa O 'caso Luísa Mesquita' voltou a desgastar o capital de prestígio acumulado pelo secretário-geral do PCP

A sondagem, realizada pela Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, foi efectuada de 28 de Novembro a 4 de Dezembro. Teve por objecto duas perguntas sobre pactos entre PS e PSD, duas sobre o Presidente da República, uma sobre a entrevista do inspector-geral da Administração Interna, duas sobre Hugo Chávez, duas sobre as instituições, uma sobre escutas telefónicas e duas sobre futebol. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal continental e habitando em lares com telefone fixo. A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (19,9%), Área Metropolitana do Porto (14,4%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (29,7%), Área Metropolitana de Lisboa (26,1%), Alentejo e Algarve (9,9%). Foram efectuadas 1269 tentativas de entrevista telefónica, sendo que em 18,9% houve recusa de resposta. Foram validadas 1029 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou: em termos de sexo, feminino 51,4% e masculino 48,6%; e no que concerne à faixa etária, dos 18 aos 25 anos, 15,5%; dos 26 aos 35, 19,4%; dos 36 aos 45, 19,8%; dos 46 aos 59, 22,3%; e mais de 60, 23%. O erro máximo da amostra é de 3,05% para um grau de probabilidade de 95%.