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Portugueses afectados com caos em Heathrow

Férias de dezenas de portugueses foram afectadas com cancelamento dos voos após o alerta de segurança no aeroporto de Heathrow.

No balcão da TAP houve cenas de irritação e frustração, com vários passageiros a tentar saber se podiam embarcar noutros voos. Valdemar Fernandres, visivelmente furioso, contou  EXPRESSO que tem «de viajar para Angola no sábado» e não sabe sequer se nessa altura estará em Lisboa. Antónia, mulher de Valdemar, não hesita em avançar com o que entende estar a falhar: «Devíamos ter mais apoio da TAP. Não há hotéis onde colocar os passageiros».

A mesma frustração era visível no rosto de Miguel, um estudante que reside em Londres e que se preparava para ir de férias para o Funchal. «Já perdi vários dias de férias, pois os voos do fim-de-semana estão todos cheios e provavelmente só poderei viajar na segunda-feira», desabafa desanimado.

A insatisfação face à falta de resposta da TAP reinava quinta-feira entre os vários passageiros portugueses com quem o EXPRESSO. Reclamações que assentavam sobretudo em dois problemas: a transportadora aérea portuguesa não só não ofereceu alojamento aos passageiros com voos cancelados, como também exigiu o pagamento da diferença da classe turística para a executiva aos que tinham de voar para Portugal com urgência.

 «Em circunstâncias como estas, as companhias aéreas deviam encher os aviões e oferecer a mudança de classe», disse Ana Gouveia, uma portuguesa residente em Londres e cujas férias no Porto já começaram mal, ainda antes de ter chegado ao destino.