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Atualidade / Arquivo

"Portugal terá um representante permanente na Aliança das Civilizações"

O Governo português vai colocar 150.000 dólares à disposição da nova organização, que contará com um representante permanente "independende e de consenso, da sociedade civil".

José Alves, correspondente em Madrid

"A aposta de Portugal na Aliança das Civilizaçoes não deve suscitar nenhuma dúvida", garante Luis Amado. Para já, o governo português colocará 150.000 dólares à disposição da nova organização, na qual Portugal terá proximamente um representante permanente, "que será uma personalidade independende e de consenso, da sociedade civil", avançou em Madrid o máximo reponsavel da diplomacia portuguesa. "O realização do próximo foro anual esta já prevista em Ankara. Portugal também aspira receber a Aliança das Civilizações, mas próvavelmente só depois de outros candidatos, como o Brasil e Qatar".

Para o ministro português, não convém "dramatizar" a reacção dos Estados Unidos e de outros potências ocidentais, cujo nível de representação, no foro de Madrid, deixa muito a desejar... "A Aliança das Civilizações é uma iniciativa muito importante, que suscita grades espectivas, e o nivel de representação no no Foro, com a participação de oitenta Estados, é bastante alto. Nao tenho nenhuma dúvida, que todos os Paises acabarão por se sentir mobilizados por este projecto, cujos mecanismos e acções permitirão aliviar situações de crise internacional ou de confronto de culturas, de civilizações ou de religiões".

Luis Amado evita pronunciar-se sobre a "exploracao politica" da Aliança das Civilizações por parte do governo socialista espanhol denunciada pelo Partido Popular (PP) o por jornais conservadores como o ABC, segundo o qual o Foro sairá mais caro aos contribuintes espanhois que a realização de uma cimeira europea. "Os dois acontecimentos não sao comparáveis", responde o ministro portugues. Isso sim, o lançamento do projecto, em Setembrro de 2004, marcou a primeira participação de José Luis Rodriguez Zapatero na Assembleia Geral das Nações Unidas e o primeiro Foro coincide com a dissolução do Parlamento e a abertura da campanha para as legislativas do próximo mês de Março.

Por outro lado, Lisboa nao tardara a dar seguimento a uma proposta de Jorge Sampaio: como Alto Representante das Nacoes Unidas para a Alianca das Civilizaçoes, o ex-presidente da Republica assume o papel de "lider" do projecto e convidou os "paises amigos" a avancar o mais rapidamente possivel com "grandes planos" de accao interna e externa. Luis Amado não esconde que Portugal pretende seguir o exemplo do governo de Zapatero, que já aprovou um plano nacional de 57 iniciativas concretas, mas avança que a prioridade de Lisboa será a política de integração dos imigrantes.