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Portugal sob pressão da imprensa internacional

Terça-feira foi dia de «casa cheia», em Marienfeld. Muitos jornalistas estrangeiros compareceram no local onde a selecção portuguesa de futebol tem instalado o seu quartel-general.

Terça-feira foi dia de «casa cheia», em Marienfeld. Muitos jornalistas estrangeiros compareceram no local onde a selecção portuguesa de futebol tem instalado o seu quartel-general, uma «pressão» bem-vinda - como referiu Deco, na sala de imprensa -, e que os jogadores já conhecem desde o Euro-2004, onde precisamente a partir do jogo com a Inglaterra, também para os quartos-de-final, a equipa passou a ser seguida com outra atenção.

 No dia em que a FIFA confirmou que Deco terá mesmo de cumprir o jogo de suspensão com que foi castigado, por ter visto dois «amarelos» com a Holanda - ignorando assim o pedido de despenalização enviado desde Lisboa pelo departamento jurídico da Federação Portuguesa de Futebol - o jogador do Barcelona manifestou-se «triste» por falhar os quartos-de-final deste Mundial-2006. «Gostaria de jogar com a Inglaterra, mas o mais importante é que aqueles que vão entrar entrem bem, aqueles que jogarem me ajudem a jogar mais um jogo no Mundial», disse. «Queria jogar e acredito que foi um cartão injusto. Mas a FIFA é soberana, é ela que escolhe os árbitros, que decide. Não há muito a fazer», reforçou.  

Convidado a comentar as declarações do russo Valentin Ivanov, árbitro do jogo com a Holanda, o qual considerou que os jogadores portugueses são capazes de «truques sujos e de queimar tempo», Deco começou por dizer que «como árbitro não deveria fazer declarações dessas». «Se houve entradas duras foi de parte a parte e tudo começou com a entrada sobre o Cristiano. É triste Ivanov dizer isso. Deveria dar-se ao respeito. Também tínhamos algo a dizer sobre ele mas preferimos manter o silêncio», sublinhou.  Presente também na conferência de imprensa, o guardião Quim elogiou o desempenho de Ricardo na baliza portuguesa. «Tem sido um dos melhores do Mundial. Espero que continue assim, porque é sinal de que as coisas correm bem a ele e a todos nós», acentuou.  

No treino de ontem não participaram Cristiano Ronaldo e Boa Morte. O primeiro prosseguiu a sua recuperação no ginásio, enquanto o seu colega foi dispensado para ir ter com a mulher e assistir ao nascimento da filha (Rafaela). Todos os restantes trabalharam no relvado, debaixo de chuva.  Entretanto, Scolari prescindiu do treino que estava marcado para sexta-feira, em Gelsenkirchen, onde no dia seguinte Portugal defronta a Inglaterra. Tratando-se de uma sessão de adaptação ao relvado, uma vez que Portugal já conhece o estádio - o mesmo onde derrotou o México - o seleccionador nacional preferiu manter esse treino em Marienfeld e só avançar para Essen (nos arredores de Gelsenkirchen) após a realização do mesmo.