Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Portugal envia engenharia

Em Outubro, 140 militares da Companhia de Engenharia e Construções vão integrar a terceira geração da Força Interina das Nações Unidas no Líbano.

Portugal vai enviar para o Líbano 140 militares da Companhia de Engenharia e Construções, tal como tinha antecipado o EXPRESSO na sua última edição. A decisão foi tomada ontem, após uma reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), órgão consultivo da Presidência.

O Executivo de José Sócrates tinha adiantado ao EXPRESSO que pretendia escolher «a solução mais simpática, mais barata e com menos riscos». Entre as opções apresentadas estava o envio ou de uma companhia de engenharia, ou de uma fragata, ou ainda de uma companhia mecanizada. A palavra final coube ao CSDN e a escolha recaiu sob a força de engenheiros.

De acordo com o ministro da defesa, Nuno Severiano Teixeira, «considerou-se que seria mais aconselhável o envio de uma companhia de engenharia mecanizada, que terá um papel humanitário importante no Líbano e na reconstrução das infra-estruturas do país». O governante invocou ainda três motivos para explicar a participação portuguesa: «Portugal deve contribuir para aumentar a segurança internacional. Enquanto Estado-membro, também não se pode alhear do esforço que está a ser feito pela União Europeia no Líbano e, em terceiro lugar, o país tem interesses estratégicos no Médio Oriente».

Os militares portugueses vão integrar a terceira geração da Força Interina das Nações Unidas no Líbano e estarão prontos para partir até 14 de Outubro. A missão custará 9,3 milhões de euros, 70% dos quais suportados pelas Nações Unidas.

Na sequência desta participação em terras libanesas, Portugal deverá posteriormente diminuir a presença noutras missões internacionais. A retirada das tropas portuguesas da Bósnia e da República Democrática do Congo prevê-se que comece a ser feita já no início de 2007.