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Portas tem como objectivo retirar a maioria absoluta ao PS

O líder do CDS-PP afirmou que o partido vai apresentar-se nas legislativas de 2009 com "a sua bandeira" e com o objectivo de que a maioria absoluta não se repita.

O líder democrata-cristão, Paulo Portas, afirmou hoje que o CDS-PP irá a votos em 2009 "obviamente com a sua bandeira" e reiterou o objectivo de contribuir para que não se repitam "maiorias absolutas de um só partido".

"Obviamente vamos às eleições com a nossa bandeira, com a nossa cara, com os nossos quadros", afirmou Paulo Portas, numa sessão que reuniu cerca de 300 militantes no Fórum Lisboa no âmbito da campanha da eleição directa do líder do partido, sábado. Paulo Portas afirmou-se convicto de que o CDS-PP pode contribuir para "mudar o eixo da política portuguesa" e reiterou que não está "à procura de cargos".

"Não somos anexo de ninguém nem somos muleta de ninguém. Vamos com os nossos valores, com a nossa bandeira sem medo nenhum", reforçou Paulo Portas, na sua intervenção destinada a apresentar o documento de orientação política que sustenta a sua recandidatura a um novo mandato de dois anos.

Numa entrevista ao semanário Expresso, o ex-vice-presidente do CDS-PP Luís Nobre Guedes defendeu uma coligação pré-eleitoral com o PSD e que os dois partidos "apresentem como candidato a primeiro-ministro uma pessoa que seja um rosto de mudança". Nobre Guedes considerou, por outro lado, possível "um entendimento de unidade nacional" entre PS, PSD e CDS-PP.

Numa intervenção que se prolongou por mais de uma hora, Paulo Portas ironizou que nas próximas legislativas o objectivo do CDS-PP "é modesto": "Mudar de primeiro-ministro, de Governo, de atitudes".

Portas disse querer "obrigar o poder" a ouvir e a fazer compromissos e isso "significa não ter maiorias absolutas de um só partido".

"Dizia o primeiro-ministro que está cansado de guerras. Eu acho que há uma parte do País que está cansada dele", afirmou, considerando que "o PS e o PSD são demasiado parecidos para uma alternância verdadeira".

O líder democrata-cristão afirmou que "em tempos de crise" a "exigência da responsabilidade é maior" e defendeu que o CDS-PP será o partido que "pode contribuir para equilibrar as instituições" para que "se foquem no essencial".

Nesse sentido, defendeu que o CDS-PP não deve centrar-se em "retórica partidária" e abster-se de "um espírito de facção" em nome da "solidariedade com Portugal e com os mais desfavorecidos".

Para evitar que se repita a nível nacional a elevada abstenção nas últimas eleições na Região Autónoma dos Açores, Paulo Portas disse que o CDS-PP deve "pensar primeiro nos portugueses e não no adversário", "ter uma atitude responsável e construtiva" e evitar "a retórica inútil" que afasta os eleitores.

Uma reforma fiscal "de grande alcance para que a classe média e as pequenas e médias empresas paguem menos impostos", a melhoria das condições de vida dos pensionistas que recebem a pensão mínima e o reforço dos efectivos das forças de segurança constituem o "caderno de encargos" do CDS-PP, disse.