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Porta aberta para a GM

Aliança franco-nipónica receptiva à integração da General Motors. Caso os três constutores se associem vão dominar um quarto das vendas mundiais de automóveis.

A RENAULT-Nissan está receptiva à possibilidade de integrar a General Motors na sua aliança. O comité de direcção da Nissan Motor, reunido em Tóquio, delegou no seu presidente, Carlos Ghosn, a condução de «todas as discussões e negociações relativas a este assunto», pode ler-se num comunicado da empresa emitido hoje de manhã.

Segundo o «Financial Times», o gestor brasileiro (que preside igualmente à Renault) começou por discutir a ideia de integrar a GM na aliança Renault-Nissan com Kirk Kerkorian, o multi-milionário que detém 9,9% da empresa norte-americana.

O projecto passaria pela injecção de dinheiro na General Motors, por parte do conglomerado franco-nipónico, em troco de uma participação de 20% no seu capital. A GM está envolvida num processo de reestruturação profunda, após os prejuízos de 8,6 mil milhões de dólares (6,7 mil milhões de euros) sofridos no ano passado.

A confirmar-se, a associação entre os três construtores terá um forte impacte ao nível da indústria automóvel, conferindo à nova a aliança o controlo de um quarto das vendas mundiais de automóveis e das compras de componentes, uma posição muito à frente de qualquer um dos seus concorrentes.