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População do Alto Tâmega manifesta-se hoje

Uma reunião com o ministro da Saúde e várias manifestações marcam os protestos de hoje contra o encerramento e transferências de serviços de saúde.

A população do Alto Tâmega, autarcas e representantes de partidos políticos manifestam-se hoje em várias localidades contra o encerramento dos serviços de saúde em Vila Pouca de Aguiar e a desclassificação da urgência no Hospital de Chaves.

Em Lisboa, Correia de Campos vai receber o presidente da Câmara de Vila do Conde, o histórico autarca Mário de Almeida (PS), que lhe comunicará a oposição ao encerramento da urgência do centro hospitalar da cidade.

Em Chaves, a concentração está prevista para as 10h00, no Jardim das Freiras. Em Vila Pouca de Aguiar, os populares juntam-se à mesma hora no Centro de Saúde, seguindo depois em caravana ao encontro dos restantes manifestantes.

Entretanto, a concelhia do PS de Chaves, presidida por Nuno Vaz, já ameaçou demitir-se caso o Governo desclassifique o hospital local. Nuno Vaz afirmou que a desclassificação do Hospital de Chaves vai "lesar" toda a população do Alto Tâmega e garantiu que grande parte dos militantes e simpatizantes socialistas se vão associar à manifestação.

Num documento aprovado na semana passada - e já enviado ao Presidente da República, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República e líderes dos grupos parlamentares - representantes de 121 instituições de Chaves "repudiam de forma categórica a proposta de desqualificação" e apelam à manutenção e reforço das urgências do Hospital de Chaves.

Encontro com o ministro

Em Lisboa, o presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário Almeida (PS), vai alertar hoje o ministro da Saúde, Correia de Campos, para os "graves inconvenientes" do eventual fecho da urgência hospitalar daquela cidade.

Na audiência com Correia de Campos, o autarca de Vila do Conde vai argumentar que a Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências se apoiou em "discutíveis dados técnicos, sem ter em conta a realidade local" e vai enumerar os "graves inconvenientes que surgirão na eventualidade de ser tomada tão errada decisão".

Em alternativa ao encerramento da urgência de Vila do Conde, a autarquia defende uma gestão integrada do hospital e do centro de saúde locais "por forma a que os médicos e enfermeiros das duas unidades respondam adequadamente a um serviço de urgência efectivo e permanente".

A reorganização dos serviços de urgência está a gerar manifestações de protestos em várias zonas do país e levou já  Jerónimo Sousa a defender a suspensão do processo. O líder do PCP chegou mesmo a propor uma  "paragem a tempo" no processo relativo ao fecho de serviços de urgências, afirmando que "não custa nada reconsiderar" e que "só quem é teimoso persiste no erro".

A nova rede de urgências deverá ser definida até ao primeiro semestre deste ano e estará em funcionamento antes de Julho de 2008, O ministro da saúde garante que a reestruturação deverá garantir à população condições "melhores" às que tinha antes da entrada em vigor.