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Polícia britânica trava ataques terroristas

Os aviões deveriam explodir a caminho dos Estados Unidos. As autoridades detiveram 21 suspeitos britânicos. Aeroportos londrinos estão «caóticos».

A polícia britânica travou na madrugada de hoje planos para fazer explodir cerca de 10 aviões em pleno voo para os Estados Unidos. O ministro britânico dos Assuntos Internos, John Reid, confirmou a existência dum plano «para fazer explodir vários aviões em trânsito causando um número considerável de mortes».

A Scotland Yard já deteve 21 indivíduos de nacionalidade britânica suspeitos de envolvimento no planeamento e execução dos ataques. De acordo com esta força policial, o material explosivo seria transportado nas bagagens de mão, e possivelmente em forma líquida.

Os 21 suspeitos - detidos em Londres, Birmingham e High Wycombe -, estão a ser interrogados na esquadra de Paddington Green. Para já, sabe-se que a descoberta deste plano ocorreu após meses de investigações da Scotland Yard, em cooperação com a CIA, os serviços secretos americanos. 

O nível de alerta terrorista no Reino Unido foi hoje elevado de «grave» para «crítico», alerta máximo. «Isso significa que um ataque iminente está a ser esperado e que um nível extremamente elevado de ameaça contra o Reino Unido», explicou o MI5, serviço de contra-espionagem. «É uma medida de precaução», salientou John Reid. «Estamos a fazer todo do possível para impedir o prosseguimento de qualquer actividade terrorista».

Em consequência deste plano, o aeroporto de Heathrow anunciou que nenhum avião será autorizado a aterrar (com a excepção das areonaves que se encontram em trânsito), e que todos os voos vão sofrer atrasos consideráveis. As autoridades do aeroporto anunciaram também novas medidas de segurança. Os passageiros só podem levar para os aviões objectos essenciais como carteiras e passaportes - que devem inclusive ser transportados em sacos de plástico transparentes -, e estão proibidos de transportar bebidas (a única excepção aplica-se a leite de bebé, que tem que ser provado pelo passageiro à frente dum funcionário da companhia aérea).

Atrasos lançam confusão gigantesca

Os atrasos estão a afectar todos os aeroportos do Reino Unido. A situação em Londres-Heathrow, primeiro aeroporto europeu em termos de número de passageiros (68 milhões de pessoas por ano) é «caótica», testemunhou Fiona Bruce, jornalista da cadeia de televisão BBC. «Está totalmente cheio, no interior, mal nos podemos mexer. Eles estão a aconselhar-nos a regressar a casa e a desistir da viagem». As dificuldades são semelhantes noutros aeroportos do país, nomeadamente em Londres-Gatwick e em Manchester.

Segundo informações da ANA - Aeroportos de Portugal, todos os voos que deveriam sair até às 13:00 de Lisboa, Porto e Faro para o aeroporto de Londres/Heathrow foram também cancelados, situação que se repete na maioria das grandes companhias internacionais.

De acordo com a residência do primeiro-ministro, Tony Blair, que se encontra de férias nas Caraíbas, esteve em «contacto constante» com Londres durante o decorrer da operação. O presidente norte-americano George W. Bush esteve também ao corrente dos desenvolvimentos da manobra anti-terrorista.