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PJ deteve suspeitos do homicídio de "Bruxo" de Rio de Moinhos


A Polícia Judiciária deteve vários suspeitos do homicídio do "Bruxo" de Rio de Moinhos, em Penafiel, crime cometido há meio ano, apurou o Expresso.

Joaquim Gomes (www.expresso.pt)

O móbil do crime terá sido o roubo, já que a vítima guardava muito dinheiro numa lata, à medida que recebia as "consultas" de "espiritismo", segundo foi apurado pela Polícia Judiciária. Mas a hipótese de coexistirem motivações de vinganças também não estará colocada de lado, segundo apurou o Expresso.

A Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária do Porto desencadeou desde a madrugada uma vasta operação visando deter "todos os suspeitos da morte de Agostinho Moreira, de 57 anos, mais conhecido como "Bruxo" de Rio de Moinhos, por alegadamente dedicar-se a actos de bruxaria e de médium. Os vários suspeitos, "cerca de meia dúzia", segundo disse fonte da PJ do Porto, foram detidos em simultâneo, em diversas localidades da região do Vale do Sousa, com buscas domiciliárias.

O "Bruxo" de Rio de Moinhos foi encontrado despido, com ambas as mãos amarradas atrás das costas, na manhã de 21 de Outubro de 2009. O padeiro estanhou a situação e deu com Agostinho Moreira morto. Na mesma casa, o irmão, Manuel Moreira, de 68 anos, agonizava, também vítima de agressões.

Irmão também vítima de agressões 

Manuel Moreira, que sofre problemas psíquicos, foi agredido e deixaram-no com um saco de plástico na boca e vestido de mulher por baixo de uma arca de roupa. O socorro coube ao padeiro Manuel Alberto Fernandes, que deu alerta às autoridades. O irmão do "Bruxo" de Rio de Moinhos foi internado em estado grave no Hospital de São João, no Porto.

Os irmãos viviam em extrema miséria, numa casa humilde, sem água e sem luz, na Travessa da Sobreira, em Rio de Moinhos, freguesia do concelho de Penafiel.

Os detidos serão presentes amanhã ao juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Penafiel, para serem submetidos a primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coacção, revelaram ao Expresso fontes da Polícia Judiciária.