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Expresso

Atualidade / Arquivo

PJ apreende mais de 12 mil doses de heroína

Os três suspeitos, todos de nacionalidade estrangeira, foram apanhados em flagrante quando entregavam a droga que estava acondicionada em bolotas.

Sara Moura, no Funchal

A Polícia Judiciária da Madeira desmantelou um circuito de distribuição de droga, na passada sexta-feira, no centro do Funchal. A operação resultou na detenção de três cidadãos estrangeiros, com idades compreendidas entre os 34 e os 47 anos, e na apreensão de 12.540 doses de heroína, presumivelmente destinadas ao tráfico e consumo na Região.

A droga apreendida estava acondicionada em bolotas, o que significa que "terá sido transportada dissimulada no organismo de alguém", disse o coordenador da PJ na Madeira, Carlos Farinha.

Os suspeitos foram interceptados no momento em que faziam a entrega, em pleno centro do Funchal, durante o dia. "Dois dos detidos eram os transportadores e o terceiro, também cidadão estrangeiro mas com residência na Madeira, era o receptor que depois iria traficar a droga na Região", explicou.

Apesar da PJ não revelar a heroína apreendida valeria 250.800,00 euros. Esta é a segunda grande apreensão de droga efectuada pela PJ na última semana, já que ontem a Judiciária divulgou a apreensão de 57 quilos de cocaína no Aeroporto da Madeira, a maior dos últimos dez anos, tirando de circulação 570.000 doses, que valeriam cerca de 15 milhões de euros.

Sobre estas duas apreensões, Carlos Farinha diz que o mais importante não são as quantidades, mas sim o "desmantelamento de circuitos de distribuição", porque "o fluxo da droga é cortado".

Estas operações "bem sucedidas" devem-se a uma estratégia policial que passa por acções conjuntas, uma estreita colaboração entre a Judiciária, o Ministério Público e as várias polícias. "Esta vai continuar a ser a nossa estratégia porque tem sido muito eficaz", garantiu.

Na operação no Aeroporto da Madeira, no passado domingo, denominada, "Check Out", foram detidas quatro pessoas, três trabalhavam no manuseamento de cargas e ficaram em prisão preventiva e o quarto, um empresário do Curral das Freiras, ficou com a medida de coação de apresentações periódicas em posto policial. Em relação aos três cidadãos estrangeiros, ficaram todos em prisão preventiva.