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PJ apreende armas ilegais e munições no Porto

PJ apreendeu ontem dezenas de armas ilegais e milhares de munições, detendo 23 suspeitos na operação "Guns N' Roses" que terminou de madrugada, coordenada pelo mesmo juiz do processo Face Oculta.

Joaquim Gomes (www.expresso.pt)

O tráfico de armas originou uma das maiores apreensões de sempre da PJ do Porto, que apreendeu dezenas de pistolas, revólveres e de caçadeiras já na operação desencadeada na terça-feira e que terminou na madrugada de hoje na Área Metropolitana do Porto.

A Secção Regional de Combate ao banditismo (SRCB) da PJ do Porto fez mais de 20 detenções, nas cidades do Porto, Gaia, Maia, Amarante e Nelas, segundo fontes policiais revelaram ao Expresso. De moradias isoladas casas sociais, as buscas da PJ incidiram sobre um elevado número de suspeitos, da prática dos crimes de tráfico e intermediação de armas de fogo.

Mais de meia centena de armas de fogo - pistola, revólveres, caçadeiras e carabinas - de todos os calibres, milhares de munições e mais de uma centena de armas brancas são o resultado operacional da "Guns N' Roses".

Sinais exteriores de riqueza 

"Uma grande parte dos arguidos exibia sinais exteriores de riqueza e que se traduziam, entre outros aspectos, na aquisição de carros de alta cilindrada", acrescentaram as mesmas fontes, revendo que foram apreendidos quatro Mercedes e um Audi. "Um dos veículos tem o valor comercial de mais de 100 mil euros", salientaram aquelas fontes. 

"Há milhares de munições e todo o tipo de armamento", ainda de acordo com as mesmas fontes, que acrescentam que durante as dezenas de buscas a Polícia Judiciária apreendeu igualmente cerca de um quilo de droga a dois dos suspeitos.

As buscas foram coordenadas pelo juiz António Gomes, o mesmo que foi responsável pelas detenções no processo Face Oculta e que interrogou, entre outros, Armando Vara, José Penedos e Manuel Godinho. "O caso é destinado a investigar o crime de tráfico de armas, muitas das quais usadas em assaltos à mão armada", acrescentaram ao Expresso as fontes judiciais.

Detidos serão interrogados hoje

Os detidos serão apresentados ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro hoje de tarde, a fim de serem submetidos ao seu primeiro interrogatório judicial, para aplicar as medidas de coacção. A PJ não forneceu quaisquer pormenores sobre a operação de hoje, quando a Directoria do Norte irá promover uma conferência de Imprensa que vai realizar-se quarta-feira à tarde no Porto. O director da PJ do Norte, João Baptista Romão, acompanhou directamente parte desta operação dada a grande envergadura.

Baptista Romão, que apresenta já os melhores resultados operacionais como magistrado do Ministério Público, caso não estivesse a cumprir a comissão de serviço na Polícia Judiciária do Porto, estaria colocado no DIAP de Aveiro, como coordenador, e onde está João Marques Vidal.