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Atualidade / Arquivo

Peritos estrangeiros na avaliação de cursos

Se Mariano Gago aceitar a proposta da Rede Europeia para a Garantia da Qualidade (ENQA), os cursos superiores passarão a ser avaliados por uma agência independente do poder político.

Uma organização internacional –  a ENQA – propõe que o sistema de avaliação e acreditação de cursos superiores portugueses fique a cargo de uma agência com capacidade financeira, independente do poder político e apoiada em peritos internacionais.

O trabalho – encomendado há cerca de um ano pelo Ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago –  defende que a futura agência deve ter poderes para cortar com financiamentos de cursos que não tenham qualidade ou mesmo proibir o seu funcionamento.

A Rede Europeia para a Garantia da Qualidade (ENQA) esteve a avaliar nos últimos meses o trabalho realizado pelo CNAVES, a entidade que até agora teve a responsabilidade da avaliação dos cursos oferecidos pelo ensino superior nacional. Segundo a ENQA,  um dos maiores problemas do Conselho Nacional de Avaliação (CNAVES) prende-se com o facto de se ter tornado numa organização complexa, "operacionalmente ineficiente" e "inconsistente".

Em substituição, a organização europeia sugere uma agência que não só avalie mas que no âmbito da acreditação, os programas curriculares se tornem transparentes e comparáveis num contexto internacional.

Segundo a proposta, que será divulgada quarta-feira, os especialistas responsáveis pela futura agência devem contar na retaguarda com um grupo de conselheiros que representem as instituições de ensino, as organizações empresariais e as associações profissionais, como as ordens, por exemplo.