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PCP realiza desfiles para avisar Governo

Ações de rua do PCP em Lisboa (hoje), Évora e Porto pretendem ter a participação de "trabalhadores sem partido, pessoas que transmitem esse profundo descontentamento" em relação às medidas aprovadas no PEC

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O PCP promove, até sábado, desfiles em Lisboa, Évora e Porto, para contestar as medidas de austeridade e avisar o Governo de que "não pode aplicar medidas mais gravosas, como tem na cabeça", diz o secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa.  

O primeiro dos três desfiles decorre hoje à tarde, em Lisboa, com concentração marcada para as 18h, no Rossio, em Lisboa. Sexta feira é a vez de Évora, a partir das 18h30, junto à Sé, e, no sábado, a manifestação será no Porto, às 15h30, na Cordoaria. 

As ações contarão com a presença do secretário geral comunista e de outros dirigentes e militantes do PCP, mas, segundo Jerónimo de Sousa, pretendem ter a participação de "trabalhadores sem partido, pessoas que transmitem esse profundo descontentamento" em relação às medidas aprovadas no PEC e as medidas adicionais, "que foram aprovadas com a bênção do PSD". 

PSD também e culpado

Medidas que "agora é que as pessoas vão continuar a sentir na pele" e que, para o PCP, representam "injustiças, retrocesso social e declínio nacional". 

Com esta iniciativa, os comunistas pretendem mostrar que "é inaceitável que os responsáveis, os ganhadores da crise, sejam amnistiados", enquanto "aqueles que não tiveram nenhuma responsabilidade vão ser penalizados e condenados a uma vida pior, particularmente nos salários e nos seus direitos".

O PCP quer ainda lançar um aviso ao Governo: "Não pode, caso a luta abrandasse ou os trabalhadores se distraíssem, aplicar medidas mais gravosas, como tem na cabeça", afirma o líder comunista. 

"O Governo, onde achar mole, carrega", sustenta Jerónimo de Sousa, que deixa críticas também aos sociais democratas. "Vemos o PSD a apresentar medidas que não têm nada de novo, as mesmas de há 17 anos, com contratos a prazo, feriados, pontes, alterações às leis laborais", com a ideia de que "enquanto o ferro está quente é que é preciso malhar".  

PSD e Governo querem "repor a cartilha neoliberal e de direita que foi derrotada", diz Jerónimo de Sousa, apontando que "uma das causas da derrota de Cavaco Silva foi a tentativa de aplicação do Código de Trabalho".  

Além do protesto, acrescenta Jerónimo de Sousa, o desfile pretende ainda mostrar "confiança de que isto tudo não é inevitável nem irreversível". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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