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PCP exige por escrito resposta clara do Governo

Sócrates anunciou a intenção de "impedir aumentos nos passes sociais" até ao final do ano, mas escusou-se a declarações claras sobre um eventual aumento generalizado nos restantes títulos de transporte.

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou esta tarde no Parlamento, durante o debate quinzenal sobre o aumento dos preços nos transportes públicos, que pretende "congelar o preço dos passes sociais" até ao final do ano por causa do encarecimento dos combustíveis.

Sobre a medida declarada, Jerónimo de Sousa do PCP confrontou o chefe do Governo sobre a situação em que se vão encontrar todos aqueles que não possuem a modalidade e residem fora da área metropolitana de Lisboa.

Face à ausência de esclarecimentos no que diz respeito aos "utentes do resto do país se vão ou não ser confrontados com um aumento generalizado dos preços dos transportes públicos, à excepção dos portadores de passes sociais, e qual o valor da subida", os deputados comunistas Bruno Dias e Bernardino Soares decidiriam questionar o primeiro-ministro por escrito numa carta entregue na Assembleia da República.

No documento apresentado, o PCP destaca que José Sócrates limitou-se a dizer apenas que o Governo tenciona "aumentar a comparticipação do Estado" aos operadores no âmbito dos sistemas de passe social. Por esclarecer ficou a conjuntura nas tarifas nas restantes modalidades e títulos de transporte, como por exemplo, bilhetes simples ou pré-comprados, passes combinados ou assinaturas de linha.

"Significa que, claramente, se mantém a porta aberta aos aumentos de tarifas de todas as outras modalidades e títulos de transportes", lê-se na nota.