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Atualidade / Arquivo

Paulo Portas acusa MC de marxismo

As manifestações de apoio à antiga directora do MNAA não se fizeram esperar. O CDS/PP lamenta que o mérito de Dalila Rodrigues não tenha sido levado em conta.  

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, diz que a não recondução de Dalila Rodrigues na direcção do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) é uma atitude de «mesquinhez» que só pode ser explicada pelo facto de «a equipa do Ministério da Cultura (MC) ser composta por ex-marxistas que mentalmente continuam a sê-lo. Por isso só nomeiam ou aceitam intelectuais orgânicos, de preferência medíocres e caladinhos. Não é esse o carácter de Dalila Rodrigues – uma mulher livre, independente e autónoma».

Segundo Paulo Portas, «a não recondução de Dalila Rodrigues é um erro grave do MC. A directora do MNAA virou o museu para a cidade, duplicou o número de visitantes, pôs o mecenato a funcionar e conseguiu atrair para as Janelas Verdes algumas exposições do circuito internacional, contrariando assim a nossa periferia cultural». E conclui que «é inconcebível como estes méritos são deitados fora».

Já no mundo cultural e artístico, as cartas abertas de apoio a Dalila Rodrigues, sendo a mais significativa assinada por Álvaro Roquette, e os abaixo-assinados circulam já em grande força na Internet. «A prática dos actuais responsáveis do Ministério da Cultura pauta-se por promover a obediência, concentrar a decisão e controlar ideologicamente as instituições. No presente caso, com total desrespeito pela competência, pelos resultados, pelo arrojo. Estamos, assim, confrontados com uma mistura de autoritarismo e autismo, de populismo e controlo», escreve Roquette na sua carta aberta.