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Patrões da banca ouvidos pelo MP

Ricardo Salgado (BES), Teixeira Pinto (BCP), Costa Leite (Finibanco) e Oliveira e Costa (BPN) vão depor na ‘Operação Furacão’. Este processo reúne a maior equipa de investigação jamais constituída, tem documentos "suficientes para encher dois camiões TIR", 200 sociedades no rol dos suspeitos, 20 empresários e seis advogados já constituídos arguidos.

"A banca não está sob suspeita. Mas falta saber se houve bancos ou funcionários bancários que auxiliaram ou encobriram a evasão fiscal das empresas, através de sociedades «off-shore»", explica a procuradora-geral-adjunta, Cândida Almeida, que dirige as investigações do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal).

Os presidentes dos bancos vão ser convocados como testemunhas, mas não está excluída a hipótese de serem constituídos arguidos – até para terem maiores direitos de defesa.

Como são milhares os documentos apreendidos, é impossível prever quando vai terminar o inquérito, iniciado em 2004. Apesar da demora, a responsável do DCIAP fala em "rapidez" por comparação com o inquérito espanhol sobre assunto idêntico que deu origem às buscas da semana passada no BES, Cahispa e Cartera Meridional. "Um ano depois, já tínhamos indícios sobre o «modus operandi» ilegal de centenas de empresas de branqueamento de dinheiro e fuga ao fisco", salienta Cândida Almeida.

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