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Passos Coelho contra greve geral

Líder do PSD, Pedro Passos Coelho, espera que não se coloque um cenário de greve geral, argumentando que a "instabilidade social" só contribuirá para "avolumar" os problemas do país

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje esperar que não se coloque um cenário de greve geral, argumentando que a "instabilidade social" só contribuirá para "avolumar" os problemas do país.     "Espero que esse cenário [de greve geral] não ocorra", afirmou Passos Coelho aos jornalistas, à saída de uma conferência do Instituto para a Promoção da América Latina, que decorreu à porta fechada num hotel de Lisboa.     "Nós sabemos que estamos a atravessar um tempo difícil em Portugal, não há dúvida, e haverá muita gente que tem direito a manifestar a sua insatisfação com a situação que estamos a viver", reconheceu, contudo, quando confrontado com um cenário de greve geral, admitido pelo secretário geral da CGTP, Carvalho da Silva, em declarações hoje à TSF.     Para Pedro Passos Coelho, "o importante" é a concentração "na solução do problema e não em agravar o problema".      "Creio que um cenário de instabilidade social, que pudesse também ser gerado com greves gerais que viessem a ser decretadas, só iria avolumar o problema à maior parte dos portugueses e ao pais e não criaria nenhum clima mais favorável para o resolver", sustentou.  

Carvalho da Silva não afasta greve geral 

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva disse hoje que não pode afastar a hipótese de uma nova greve geral: "Decidiremos em função das condições concretas e daquilo que for o desenrolar dos actos do ponto de vista da governação e da vida política no nosso país", disse, em declarações à TSF.   Carvalho da Silva lembrou, ainda em declarações à rádio, a manifestação convocada para o próximo sábado contra as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo: "Temos uma determinação fortíssima em fazer uma grande mobilização dos trabalhadores. Faremos com certeza uma grande manifestação no próximo dia 29".     O líder da CGTP considerou ainda que os "sacrifícios impostos às pessoas" não oferecem "o mínimo de garantias em relação a dois aspectos: quando é que terminam esses sacrifícios e o mínimo de certeza que o futuro será melhor".   O Governo anunciou a 13 de maio um conjunto de medidas de austeridade para acelerar a redução do défice para 7,3 por cento este ano e 4,6 por cento em 2011.     Entre as medidas, negociadas com o PSD, estão o aumento do IVA em 1 ponto percentual, a redução de 5 por cento nos salários dos políticos e gestores públicos, a aplicação de uma sobretaxa de 1 por cento para os três primeiros escalões de IRS (até ao rendimento bruto mensal de 1284 euros ou 2,7 vezes o salário mínimo nacional) e de 1,5 por cento a partir do 4.º escalão e a criação de uma taxa extraordinária sobre as empresas com um lucro tributável superior a dois milhões de euros.      *** Este texto foi escrito ao abrigo do acordo ortográfico *** 

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