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Atualidade / Arquivo

Passageiros passam por “strip” digital

Tão eficaz quanto indiscreto. O novo mecanismo de segurança de raios-X, que começou a ser usado em aeroportos dos EUA, mostra imagens dos passageiros como se estivessem despidos.

O indiscreto novo sistema de segurança de raios-X já está a funcionar no aeroporto de Phoenix e em breve será instalado em Nova Iorque e Los Angeles. O sistema é especialmente eficaz porque permite ver para além das roupas dos passageiros, conseguindo por isso detectar armas como facas de cerâmica, pistolas de plástico ou explosivos líquidos.

Para diminuir a exposição da intimidade dos passageiros, as máquinas passaram a integrar um “algoritmo de privacidade”, que distorce as imagens que apresenta, mas apesar disso elas estão a causar controvérsia por “mostrarem demasiado”, representando uma invasão da privacidade dos passageiros. Esse é o motivo pelo qual o sistema ainda não foi instalado em mais aeroportos.

Entidades como o Centro de Informação sobre Privacidade Electrónica norte-americano têm lutado contra a sua implementação, qualificando-os como “buscas de 'strip' virtual”.

O novo sistema começou a ser usado há 9 anos em prisões, justamente como o objectivo de aumentar a privacidade, uma vez que permitem dispensar que os presos e visitantes sejam revistados manualmente.

Os raios-X permitirem evitar o contacto físico é o argumento que está a ser utilizado pela Administração da Segurança dos Transportes para a implementação do novo sistema. A ideia é que quem “apite” no tradicional detector de metais e tenha de ser por isso minuciosamente revistado (o que poderá incluir áreas sensíveis do corpo) possa optar por este novo sistema.