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"Parti-me a rir quando me vi no Youtube"

Acha que está mais moderado, mais tolerante?
Não, eu acho que sempre fui tolerante. Quando tinha 20 anos, como todos nós, tinha mais certezas sobre o mundo e sobre os outros. Qualquer pessoa que cresça, que aprenda, que às vezes sofra, torna-se naturalmente uma pessoa com mais respeito. Eu não julgo pessoas…

Uma das suas declarações mais divertidas está na Internet, quando garante num programa de televisão (em 1993) que é estruturalmente anti-poder e que se um amigo seu fosse para o Governo, deixava de ser seu amigo. Já foi rever essa sua declaração no YouTube?
Não acha óptimo poder rir-se, com sentido autocrítico, do que nós fomos quando éramos mais novos?

Riu-se quando se reviu?
Claro! Entre os meus defeitos não está a falta de sentido de humor. Quando me mostraram, parti-me a rir.

O que é que fez nestes dois anos? Tem vida fora da política?
Estes dois anos foram uma ocasião para pensar. Eu recuperei tempo para mim, voltei a ler, voltei a escrever, voltei a ter tempo para pensar. O mais importante foi voltar a ter tempo para os meus pais, para os meus irmãos e para os meus amigos, uma coisa de que não tenciono voltar a abdicar.

Acabou o livro de ficção que estava a escrever?
Ainda não.

Porquê?
Porque tenho uma relação perfeccionista com a escrita e tenho suficiente humildade para não o publicar quando acho que não estou satisfeito.