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Papa defende celibato dos padres como melhor "antídoto" contra o pecado

Ser padre "não é um trabalho mas uma total doação de si", e o celibato é o "melhor antídoto contra outros escândalos causados pelas nossas insuficiências de mortais", diz Bento XVI.

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O Papa Bento XVI defendeu quinta feira à noite o celibato dos padres, um ato de fé "frequentemente considerado como um escândalo num mundo sem Deus", que é "o melhor antídoto" contra o pecado. 

"Num mundo onde Deus está ausente, o celibato é um grande escândalo (...) que deveria desaparecer", declarou o papa, em resposta a uma das questões colocadas por um dos 15.000 padres reunidos na praça de São Pedro, para uma vigília comemorativa do fim do ano sacerdotal. 

No entanto, acrescentou Bento XVI, ser padre "não é um trabalho mas uma total doação de si", e o celibato é o "melhor antídoto contra outros escândalos causados pelas nossas insuficiências de mortais". 

Credibilidade abalada

"Sabemos que há outros escândalos, secundários, que ensombram o testemunho de fé dos padres. Rezemos para que o Senhor nos liberte destes escândalos", prosseguiu Bento XVI, numa altura em que a Igreja católica é abalada há vários meses pela divulgação de abusos sexuais cometidos sobre crianças por membros do clero. 

Estes escândalos conduziram algumas pessoas, incluindo da própria Igreja, a colocar em causa a questão da obrigação de celibato dos padres. 

A crítica ao celibato dos padres "pode surpreender numa altura em que não casar está cada vez mais na moda", declarou Bento XVI. Mas, acrescentou, "um sim definitivo, para se entregar a Deus, é o sim definitivo do casamento, forma natural de união entre um homem e uma mulher e fundamento da cultura cristã no mundo". 

"Se desaparecer, vão desaparecer as raízes da nossa cultura", defendeu.

15 mil padres em apoio a Bento XVI

Depois da vigília, durante a qual alguns padres foram autorizados a colocar questões ao Papa, o ano sacerdotal, que teve como objetivo reavivar as vocações e foi decretado a 16 de junho de 2009 por Bento XVI, será encerrado hoje com uma missa celebrada pelo Papa. 

Nesta ocasião, cerca de 15.000 padres provenientes do mundo inteiro, segundo o Vaticano, viajaram até Roma, para "apoiar publicamente o Santo Padre". 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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