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Papa defende a integração turca na UE

Esta nova posição de Bento XVI é uma reviravolta completa em relação àquela que defendia quando ainda era apenas o cardeal Joseph Ratzinger.

Os dois primeiros dias de visita do Papa Bento XVI à Turquia foram marcados por apelos ao diálogo no Médio Oriente, à liberdade religiosa e à adesão turca à União Europeia.

O Sumo Pontífice abandonou, oficialmente, as suas reservas à candidatura da Turquia à entrada na União Europeia. O porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, revelou que "a Santa Sé olha positivamente e encoraja o caminho do diálogo, da aproximação e da integração” da Turquia na Europa, "na base de valores e de princípios comuns".

"É uma recomendação que nos honra", agradeceu o primeiro-ministro turco, Recep Erdogan, que recebeu o Papa quando este desceu do avião em Ancara. Esta nova posição de Bento XVI é uma reviravolta completa em relação àquela que defendia quando ainda era apenas o cardeal Joseph Ratzinger.

Durante um encontro com diplomatas destacados em Ancara, o Papa apelou também a um "verdadeiro diálogo" no Médio Oriente. "O desenvolvimento recente do terrorismo e a evolução de certos conflitos regionais tornaram evidente a necessidade de respeitar as decisões internacionais e de as apoiar", afirmou o Sumo Pontífice num discurso, cujo texto foi divulgado pelos seus serviços.

Liberdade religiosa

Na sua primeira intervenção pública desde que iniciou a visita oficial à Turquia, Bento XVI aproveitou para defender a liberdade religiosa como peça fundamental numa sociedade justa. O apelo a “um diálogo genuíno” foi deixado tanto a cristãos como a muçulmanos: "A liberdade religiosa, garantida institucionalmente e efectivamente respeitada na prática tanto em relação a indivíduos, como a comunidades é, para todos os crentes, condição necessária para a sua contribuição leal para a construção da sociedade", declarou o Papa.

No segundo dia de visita à Turquia, Bento XVI celebrou uma missa, perante cerca de 500 pessoas, no santuário mariano de Efeso, a Igreja da Virgem Maria, também denominada como "Casa de Maria".

Durante a homilia desta primeira cerimónia religiosa na Turquia, onde cerca de 98% da população é muçulmana, Bento XVI pediu de novo para se "chegar à plena comunhão e concórdia entre todos os cristãos".