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Pai acusa casal de boicotar contactos com a menor

Baltazar Nunes foi confrontado com a presença do casal Luís Gomes e Adelina Lagarto a meio da visita e de um animador de uma estação televisiva que estava a actuar para os colegas da menor.

O pai da menor Esmeralda Porto acusou esta sexta-feira o casal Luís Gomes e Adelina Lagarto de estar a boicotar os contactos regulares com a menor, dando como exemplo o dia de hoje em que a visita teve de ser reduzida.

Esta sexta-feira, Baltazar Nunes foi confrontado com a presença do casal a meio da visita e de um animador de uma estação televisiva que estava a actuar para os colegas da menor.

"A minha filha estava bem comigo mas quando eles vieram ficou assustada e ansiosa", pelo que "achei por bem não a perturbar e sair mais cedo", e a visita foi assim reduzida das habituais três horas para apenas uma, afirmou Baltazar Nunes.

"Não vi mais pais nenhuns, só o casal", referiu o progenitor da menor, a quem o tribunal deu o poder paternal sobre a menina, que foi entregue a Luís Gomes e Adelina Lagarto pela mãe, Aidida Porto, quando tinha apenas três meses de idade.

Com a presença do casal, a menor "mudou de comportamento" e de "contente" passou a "assustada", disse Baltazar Nunes, que estranhou também a presença do referido animador, numa "tentativa de chamar a atenção" da menina.

Para o pai, o casal tem tentado "prejudicar sempre as visitas" que tem feito junto da menor no jardim-de-infância que ela frequenta, na cidade de Torres Novas.

"Quando eu lá vou há sempre qualquer coisa, ou visitas de pessoas importantes ou outras coisas", acusou.

Posição diferente tem o casal, que nega qualquer tentativa de boicote e acusa a técnica do Instituto de Reinserção Social (IRS) de Tomar, que acompanha as visitas, de não os avisar ou o Departamento de Pedopsiquiatria do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) da sua realização.

"O despacho que ordena a realização destas visitas não está a ser cumprido", disse à Agência Lusa fonte ligada ao casal, que acusa a técnica de estar a "cometer ilegalidades" em todo este processo.

Esta técnica, Florbela Paulo, tem escrito relatórios que contrariam os médicos do CHC, garantindo que as visitas têm decorrido com normalidade e a menor até tem andado às cavalitas do pai.

Segundo a legislação, esta técnica deveria deixar de ter responsabilidades, já que o acompanhamento de menores deverá caber à Segurança Social, mas fonte judicial disse à Lusa que o Tribunal de Torres Novas já emitiu um despacho que ordena a manutenção de Florbela Paulo.

Esta decisão é encarada pelo casal como "manifestamente ilegal" e deverá ser objecto de recurso, porque contraria a nova lei que rege o IRS.

Já o pai da menor mostrou-se satisfeito com a manutenção da técnica no processo, considerando que ela tem sido isenta na apreciação dos contactos.

"Estar a mudar de pessoa neste momento era mais uma coisa a prejudicar a minha filha", afirmou Baltazar Nunes.