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Outros laureados

As quatro medalhas Fields, anunciadas esta semana em Madrid por ocasião do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), galardoaram quatro académicos de excepcional valor. O mais falado é, sem dúvida, o russo Grigori Perelman, devido não só ao facto de ter resolvido finalmente um problema famoso entre matemáticos como também pelos episódios que rodearam o seu trabalho e pela sua personalidade reclusa. Mas os outros galardoados são igualmente investigadores extraordinários.

Andrei Okounkov, o primeiro a ser citado, nasceu há 40 anos em Moscovo e é agora professor em Princeton, nos Estados Unidos. Tem trabalhado em probabilidades, teoria das representações e geometria algébrica, destacando-se o seu trabalho sobre matrizes aleatórias e as conexões que tem estabelecido entre matemática e física.

Terence Tao, também galardoado, nasceu na Austrália há 31 anos e trabalha actualmente na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA). É um matemático pródigo, com mais de 80 trabalhos publicados e cerca de 30 colaboradores espalhados pelo mundo. Resolveu um problema capital de teoria dos números e questões fundamentais em muitas outras áreas.

Wendelin Werner, francês nascido na Alemanha em 1968, hoje em dia professor em Paris, tem feito contribuições para áreas muito diversas, com implicações em geometria e estatística física. É conhecido por ter resolvido uma conjectura de Mandelbrot sobre a dimensão fractal de um processo aleatório conhecido como «movimento browniano».

Além das medalhas Fields, que têm sido atribuídas desde 1936 e que têm um prestígio semelhante ao do Nobel, o Congresso fez a entrega do prémio Nevanlinna ao norte-americano Jon Kleinberg e da medalha Gauss ao japonês Kiyoshi Itô. Este último, actualmente com 90 anos, é fundador da análise estocástica, um instrumento usado em áreas tão diversas como a física dos fluidos e as finanças. Itô juntou as ferramentas do cálculo diferencial e integral originadas por Newton e Leibniz aos problemas de probabilidades rigorosamente definidos só no século XX.