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Os rostos da crise

Ao fim de seis dias de conflito no Médio Oriente, conheça os seis protagonistas que têm nas mãos o destino daquele território.

Ehud Olmert

Sucedeu a Ariel Sharon na liderança do Governo de Israel, a 4 de Janeiro de 2006, cargo que acumula com o de ministro da Indústria, do Comércio e do Trabalho e o de ministro responsável pela administração das Terras de Israel. É actualmente membro do partido centrista Kadima.

Olmert, que se opôs inicialmente a qualquer retirada da terra capturada na Guerra dos Seis Dias e que votou contra os Acordos de Paz de Camp David (em 1978), é agora apoiante da retirada de Gaza.

Hassan Nasrallah

Assumiu a liderança do Hezbollah após o assassinato do líder do movimento, Sheik Musawi, em 1992. No final dos anos 90, Nasrallah iniciou campanhas de resistência, que culminaram com a retirada de Israel do Sul do Líbano, em 2002, após 22 anos de ocupação. Tal feito garantiu-lhe a admiração dos libaneses e do mundo árabe. Em 2004 teve ainda um papel fundamental na troca de prisioneiros entre Israel e o Hezbollah, que resultou na libertação de palestinianos, alguns dos quais, membros daquele movimento.

Fouad Siniora

A 19 de Julho de 2005 tornou-se primeiro-ministro do Líbano, no primeiro Governo a assumir funções desde a retirada da Síria daquele país, e do qual fazem parte membros do Hezbollah. Siniora já assumiu publicamente que o seu Governo não apoia esta organização islâmica, nem as suas acções armadas, colocando-se na vanguarda da luta pela paz na região. Prova disso é que, mesmo após os ataques consecutivos das forças israelitas a alvos libaneses, o primeiro-ministro apelou às Nações Unidas, e a outros aliados internacionais, para que o conflito seja resolvido por via diplomática.

Mahmoud Ahmadinejad

O actual presidente iraniano é considerado por muitos um conservador religioso com visões islamistas e popularistas. Foi responsável pela proibição da primeira campanha publicitária desde a Revolução Islâmica de 1979, que mostrava a imagem de uma celebridade ocidental, o jogador de futebol britânico David Beckham.

De costas voltadas para os Estados Unidos desde 1979, Ahmadinejad diz que cabe ao Irão decidir se quer restabelecer relações diplomáticas com Washington. Alguns relatos indicam que ele poderá ter participado em operações secretas no Iraque.

O líder iraniano defende ainda o programa nuclear que tanto preocupa os Estados Unidos e a União Europeia.

Bashar al-Assad

Converteu-se no herdeiro político do seu pai, Hafez al-Assad, após a morte do irmão, Basil al-Assad, que fora educado para ser o futuro presidente da Síria. Subiu ao poder a 17 de Julho de 2000.

Após o assassinato do primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em Fevereiro de 2005, Bashar al-Assad foi forçado a retirar as tropas sírias do Líbano. Apesar das acusações que pendem sobre o seu país, al-Assad continua a negar quaisquer implicações na morte de Hariri. Este caso originou a maior crise no Governo sírio, nas últimas décadas.

São permanentes as tensões com o país vizinho, Israel, que acusa a Síria de apoiar grupos militares anti-israelitas, casos do Hamas, Hezbollah e Jihad Islâmica.

Ismail Haniyeh

Nasceu no campo de refugiados de Al-Shati, em Gaza, no contexto da guerra de 1948 entre Israel e os seus vizinhos árabes. Na Universidade integrou o «Bloco de Estudantes Islâmicos», um movimento percursor do Hamas. Em 1992, foi acusado de ser terrorista e deportado para o Sul do Líbano. Quase uma década depois, com as mortes de Abd al-Aziz al-Rantisi, em 2003, e do xeque Yassin, em 2004, Haniyeh e consolidou a sua posição como líder do Hamas. A 25 de Janeiro deste ano ganhou as eleições legislativas palestinianas e colocou o Hamas na liderança da Autoridade Nacional Palestiniana. Dentro do partido, Haniyeh é visto com um moderado da ala política desta organização, aberto ao diálogo com Israel.