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Os diários de Calouste

No momento em que comemora 50 anos de vida, a Gulbenkian revela traços ocultos do seu fundador.

«O GOSTO do Coleccionador» é o tema da exposição central de comemoração do cinquentenário da Fundação Gulbenkian. A inauguração da mostra, na terça-feira, dia 18 de Julho, contará com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que presidirá à sessão solene de abertura, e no mesmo dia será lançada uma nova edição do livro «Calouste Gulbenkian — Coleccionador», de José de Azeredo Perdigão.

O evento, como o nome o indica, tenta reflectir o que seria uma exposição organizada pelo próprio Calouste Gulbenkian (1869-1955). Além de obras escolhidas entre as cerca de 6.500 peças compradas pelo coleccionador, que incluíram pintura, escultura, numismática, porcelanas, tapeçarias, tecidos, jóias, livros e mobiliário, são mostradas também, por empréstimo, obras de arte que Gulbenkian perseguiu e pelas quais lutou, mas não conseguiu adquirir.

A exposição lança também um olhar ao indivíduo, expondo os diários de viagens de Gulbenkian, escritos à máquina, onde este descrevia as suas visitas a galerias e museus, e onde colava postais retratando as peças que mais o impressionaram.

Além disto, vão ser exibidos objectos pessoais do coleccionador, como as malas de viagem até hoje nunca mostradas, a mala de mão castanha e a mala-farmácia, todas com as iniciais C.S.G., todas com fechaduras únicas, todas modelos exclusivos da Vuitton.

Neste mesmo dia, vão ser inaugurados mais dois eventos na Fundação. Na sala de exposições temporárias do Museu Gulkenkian, abre «De Paris a Tóquio», uma mostra de parte da colecção de livros do homem de negócios arménio. E no Centro de Arte Moderna da Fundação, abre a exposição «Relations», do fotógrafo inglês Craigie Horsfield.

Leia a reportagem, sábado no ACTUAL