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Os astros e a mitologia

A astronomia é uma ciência antiga. Dos (ainda) nove planetas do sistema solar, seis já eram conhecidos na Antiguidade. Apenas Urano, Neptuno e Plutão foram descobertos nos últimos três séculos. A sua nomenclatura está geralmente ligada à mitologia greco-romana (a Terra é a única excepção), associando-se o significado de cada um às suas características e a acontecimentos contemporâneos à época em que foram descobertos. Urano, por exemplo, é uma divindade que representa o Céu na mitologia grega. Ficou conhecido como o revolucionário, pois a sua descoberta, em 1781, acompanhou a revolução industrial, a descoberta da electricidade, a Guerra Civil Americana e a Revolução Francesa.

Sempre que é descoberto um corpo celeste que pode qualificar-se como um planeta o Centro de Planetas Menores da União Astronómica Internacional (UAI) atribui-lhe uma designação provisória – o provável décimo planeta do sistema solar, por exemplo, foi baptizado 2003 UB313 – que indica o ano da descoberta. O descobridor sugere depois um nome, sendo fortemente encorajado a seguir a tradição mitológica.

Existem, contudo, algumas regras que devem ser observadas: o nome deve ter preferencialmente uma palavra com menos de 16 caracteres, ser facilmente pronunciável em qualquer língua, não ser ofensivo nem ter semelhanças com qualquer outro planeta ou satélite. Em todo o caso, a decisão final está sempre nas mãos dos 15 membros de outro braço da UAI, o Comité para a Nomenclatura de Pequenos Corpos.