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Oposição laranja volta aos protestos

O Movimento Democrático Laranja anunciou que vai prosseguir com os protestos contra as recentes eleições presidenciais no Quénia. Porém a polícia queniana já proibiu as manifestações convocadas pela oposição para os próximos dias 16, 17 e 18.

Maria Luiza Rolim

O fim da crise política no Quénia está longe do fim. Um dia depois do fracasso nas negociações mediadas por John Kufor, Presidente do Gana e da União Africana, o Movimento Democrático Laranja (ODM) anunciou esta sexta-feira que vão prosseguir os protestos por todo o país, contra a reeleição do Presidente Mwai Kibaki.

O diálogo será também relançado, desta fez sob a supervisão de um grupo de personalidades africanas, liderados pelo ex-secretário-geral da ONU, Koki Annan.

Entretanto, o chefe da polícia nacional, Mohammed Hussein Ali, disse que as restrições impostas relativamente às manifestações pós-eleições continuam em vigor.

ODM exige investigação

Mais de 600 pessoas e cerca de 255 mil deslocados é o resultado, até ao momento, da onda de violência no Quénia. Os violentos confrontos tiveram início no passado dia 27 de Dezembro, quando foi declarado vencedor das eleições o Presidente Mwai Kibaki, que é acusado de fraude e manipulação por Raila Odinga, candidato e líder da oposição.

Segundo o porta-voz do Movimento Democrático Laranja, Tony Gachoka, o partido exige "uma investigação independente e imparcial" sobre o trabalho da Comissão Eleitoral, bem como sobre os resultados do pleito. A se comprovar que houve fraude cometida pelo Partido de Unidade Nacional (de Mwai Kibaki), a oposição pretende que sejam realizadas novas eleições.

Recorde-se que a Comissão Eleitoral apresentou como vencedor Mwai Kibaki, com 46,38% dos votos, enquanto Raila Odinga terá obtido 44,03% dos votos.