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Operação "Guns N' Roses": Prisão preventiva para dois arguidos

Dois arguidos em prisão preventiva e um em domiciliária, decidiu o juiz de instrução criminal em Aveiro no caso de tráfico de armas da operação "Guns N`Roses".

Joaquim Gomes (www.expresso.pt)

O juiz de instrução criminal em Aveiro decidiu esta tarde a prisão preventiva para dois arguidos do caso de tráfico de armas da operação "Guns N' Roses" e prisão domiciliária para um terceiro suspeito.

A Polícia Judiciária apreendeu dezenas de armas ilegais e milhares de munições e deteve 23 suspeitos, numa operação coordenada terça-feira, pelo juiz António Costa Gomes, o mesmo magistrado do processo "Face Oculta".

A PJ do Porto apreendeu 17 pistolas de diversos modelos e calibres, 10 revólveres, 15 espingardas caçadeiras, quatro carabinas, cerca de uma centena de armas brancas (punhais, navalhas de ponta e mola, navalhas de borboleta e catanas) e ainda vários milhares de munições para armas de fogo de diversos tipos e calibres.

Foram confiscados seis automóveis de gama alta, objectos de ouro com o peso total de cerca de quatro quilos, aproximadamente cinco mil euros em dinheiro e uma quantidade de haxixe adequada à confecção de cerca de 400 doses individuais.

O tráfico de armas originou uma das maiores apreensões de sempre da PJ do Porto, "Guns N's Roses", que apreendeu dezenas de pistolas, revólveres, carabinas e caçadeiras já na operação nas Regiões do Norte e do Centro.

A Secção Regional de Combate ao Banditismo (SRCB) da PJ do Porto fez 23 detenções, nas cidades do Porto, Gaia, Maia, Gondomar, Valongo, Amarante e Nelas, segundo fontes policiais revelaram ao Expresso. As buscas da PJ incidiram sobre um elevado número de suspeitos da prática dos crimes de tráfico e intermediação de armas de fogo. Dos 30 suspeitos conduzidos para as instalações da PJ do Porto foram ouvidos hoje e ontem os principais arguidos no DIAP de Aveiro. Hoje, só dois aceitarem prestar declarações, segundo soube o Expresso.

Dois presos preventivos

Os suspeitos que ficaram em prisão preventiva são Rui Jorge Teixeira Ferreira ("Cuca") e Rui Manuel Lamares Mendes Guedes da Piedade, ambos residentes em Vila Nova de Gaia, segundo apurou o Expresso.

O arguido que ficará também com a sua liberdade limitada, através da obrigação de permanência na habitação (prisão domiciliária) mediante pulseira electrónica, é Vítor Manuel Sousa Ferreira ("Batuna"), também de Vila Nova de Gaia.

O juiz se instrução criminal de Aveiro decidiu apresentações diárias às forças policiais a dois outros suspeitos, Armando Mota Carvalho ("Jorge Bocas"), o que ostentará maiores sinais exteriores de riqueza igualmente morador em Gaia, e António Carvalho, suspeito de viciar armas de fogo e residente em Campanhã, no Porto. Os outros arguidos ficaram com obrigação se 15 em 15 dias apresentarem-se nas esquadras policiais das suas áreas de residência.