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Onze peças urgentes

«Urgências 2006» é o espectáculo em cena no Teatro Maria Matos e que integra 11 pequenas peças de autores como Pedro Rosa Mendes ou Pedro Mexia, levadas a palco pelo Mundo Perfeito e pelas Produções Fictícias.

«O QUE é que tens de urgente para me dizer?» foi a pergunta lançada a 11 autores de diversas áreas (jornalistas, críticos, actores ou argumentistas), o repto para cada um criar uma pequena peça de teatro. O resultado é «Urgências 2006», o espectáculo que o grupo Mundo Perfeito e as Produções Fictícias estão a levar a cena no Teatro Maria Matos até 30 de Julho.

Num aeroporto, um palhaço em dia de folga aborda uma desconhecida tentando convence-la que ela é a mulher da sua vida. Nando é um rapaz absolutamente fascinado pelos seus recibos verdes, o livro que leva a passear como um bicho de estimação e que promete nunca trocar por um contrato de trabalho. Um líder político, determinado em convencer o país do potencial da energia nuclear, segue viagem levando a bordo do seu carro um sobrevivente de Chernobyl. Um casal relata em uníssono a súbita e inesperada morte de um deles.

As situações vão se sucedendo em diversos «sketches», no meio de personagens soltas que se «atropelam», disparando frases desconexas sobre as «urgências» de cada um.

O encenador e actor, Tiago Rodrigues, diz que «Urgências» assenta na lógica de uma nova dramaturgia, que procura juntar criadores de diferentes áreas e de colocar autores e actores a trabalharem em estreita colaboração.

Uma colaboração que foi desenvolvida de diferentes formas. E se por exemplo no caso de Luís Filipe Borges ou de Patrícia Portela os textos foram apresentados logo como concluídos, já Pedro Rosa Mendes, Pedro Mexia ou Susana Romana foram trabalhando e reformulando as suas dramaturgias de acordo com as reuniões regulares que mantiveram com os actores.

Integram o elenco de «Urgências 2006» caras conhecidas de diversas áreas, do teatro à televisão. Para além de Tiago Rodrigues, surgem nomes como Margarida Cardeal, Iolanda Laranjeiro e Sofia Grillo, Tónan Quito, Joaquim Horta ou Luís Mestre.

A peça surge como uma segunda edição do projecto «Urgências» (a primeira teve lugar em 2004 com base em seis textos) realizada a convite do Teatro Maria Matos. Um convite que se estende aos próximos dois anos, estando prevista a criação de mais duas peças assentes no mesmo modelo.