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ONU aprova novas sanções contra Teerão

Resolução contra o plano nuclear do Irão foi aprovada com doze votos a favor, dois contra e uma abstenção.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje novas sanções contra o Irão, numa tentativa de convencer Teerão a suspender as suas controversas atividades nucleares.

A resolução foi aprovada por 12 votos a favor, dois contra e uma abstenção. O Brasil e a Turquia votaram contra e o Líbano absteve-se.

A China e a Rússia, países com direito a veto no Conselho de Segurança e habitualmente renitentes em relação à imposição de sanções ao Irão, tinham garantido já o apoio a esta resolução.

Resolução agrava sanções anteriores

O texto aprovado retoma e alarga as sanções já adotadas pelo Conselho de Segurança em dezembro de 2006, março de 2007 e março de 2008.

O Irão não poderá investir no estrangeiro em atividades sensíveis como a mineração de urânio e os seus navios podem ser inspecionados em alto mar, quando até agora as inspeções só podiam decorrer um cais.

A resolução proíbe ainda a venda de novos tipos de armamento pesado ao Irão.

Em três anexos surgem listas de particulares, de entidades e de bancos iranianos que são acrescentados aos que já são alvo de sanções, como o congelamento de bens financeiros e a interdição de viajar para o estrangeiro.

Javad Rahiqi, chefe do centro de tecnologia nuclear de Ispahan da Organização Iraniana de Energia Atómica, é o único mencionado a nível particular, mas há quarenta nomes de entidades e bancos.

Sanções são "ineficazes" contra crises nucleares

Esta é a quarta vez que a ONU adota sanções contra o Irão desde 2006. O texto da resolução foi redigido pelos Estados Unidos e co-patrocinado pela Alemanha, França e Grã-Bretanha.

Numa entrevista divulgada hoje, o primeiro ministro russo, Vladimir Putin, afirma, no entanto, que as sanções são "ineficazes" para a resolução de crises nucleares.

Notícia actualizada às 18h35

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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