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ONU apoia sanções ao Mali

Comentário áudio de Raul Braga Pires, especialista em assuntos africanos e islâmicos e autor do blogue do Expresso, Maghreb/Machrek

A presidente do Conselho de Segurança da ONU afirmou hoje que os países membros estão unidos na exigência de que os líderes golpistas no Mali abandonem o poder, sublinhando que a situação humanitária continua a degradar-se.

O subsecretário-geral da ONU, Lynn Pascoe, disse ao Conselho de Segurança que o alastrar dos confrontos entre militares e rebeldes tuaregues elevou o número de deslocados malianos subiu para 90 mil e o de refugiados para 130 mil, relatou no final do briefing a embaixadora norte-americana, Susan Rice.

"A situação humanitária está a deteriorar-se (...) Os membros do Conselho mostraram-se unidos na exigência de que os líderes da junta [militar] renunciem e restaurem a ordem constitucional", disse a diplomata norte-americana, que preside este mês ao Conselho de Segurança.

Rice adiantou ainda que a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) tem três mil militares em prontidão para um possível envio para o Mali.

Os 15 países membros continuam a negociar uma declaração sobre o conflito, com base num texto apresentado pela França, e deverão chegar a um acordo até quinta-feira, segundo o embaixador francês Gerard Araud.

"A situação [no Mali] é muito grave. O conjunto do norte do país está agora sob controlo de grupos rebeldes, a situação em Bamako é ainda muito turbulenta. É absolutamente indispensável o Conselho reagir", disse Araud.

Uma tomada de posição, adiantou, dará apoio à CEDEAO para restabelecer a ordem, uma "primeira etapa", com base na qual seja possível chegar a uma "solução política" com os rebeldes do norte.

Um porta-voz do secretário geral da ONU afirmou hoje que a insegurança na região levou o Programa Alimentar Mundial a suspender a distribuição de alimentos em várias regiões do leste e norte do país.

A CEDEAO integra Benim, Burkina-Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Togo.