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ONU acusa Tailândia de "restringir direitos humanos"

Junta Militar que está a liderar o país não respeita a liberdade de "reunião, opinião e expressão".

Uma semana após o golpe de Estado na Tailândia, as Nações Unidas acusam os novos líderes do país de "restringirem direitos humanos básicos, como os da liberdade de reunião, expressão e opinião”.

"A substituição forçada e inconstitucional do Governo a 19 de Setembro, o estabelecimento da lei marcial, a abolição da Constituição de 1997 e a dissolução do Parlamento aumentaram a nossa preocupação no que diz respeito aos direitos humanos", revelou hoje a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, numa declaração escrita.

Entre outras medidas, a Junta Militar que lidera actualmente a Tailândia proibiu todas as actividades políticas, incluindo reuniões dos partidos legalmente constituídos, e instigou os órgãos de comunicação social a se “auto-censurarem”.

“Vários decretos apresentados pelo Conselho para a Reforma Democrática sob a Monarquia Constitucional restringem os direitos humanos básicos, como os da liberdade de reunião, opinião e expressão, assim como os relacionados com as detenções arbitrárias”, defendeu a máxima responsável dos direitos humanos da ONU.

No mesmo documento, Louise Arbor, pediu aos novos líderes tailandeses que assegurem o respeito pelas liberdades fundamentais e salientou a necessidade urgente do restabelecimento da Comissão para os Direitos Humanos no país.