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Oficiais da GNR revoltados

O projectado Sistema Integrado de Segurança Interna está a causar polémica no sector e nas Forças Armadas.

Oitenta oficiais, tenentes e capitães reuniram-se secretamente esta semana para manifestar o seu protesto contra a reestruturação prevista na Guarda Nacional Republicana no âmbito da reforma da segurança interna, anunciada na quarta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates.

Os oficiais, todos formados na Academia Militar (há cerca de 300 ao todo na GNR com esta formação), estão em ruptura com a tutela, desligaram-se da existente Associação de Oficiais da Guarda e querem criar uma outra nova. O comunicado elaborado na reunião diz que a tutela "quer aniquilar a instituição" e que a reforma é "incoerente".

Por sua vez, nove oficiais-generais da GNR foram recebidos pelo Chefe de Estado-maior do Exército para lhe manifestar a sua disponibilidade de regressar à sua arma, "uma vez que se alterou o quadro no âmbito do qual foram para a Guarda".

A reforma da segurança interna, para dar lugar a um Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), tem também potenciais implicações para as Forças Armadas, que colocam algumas questões.

Está em causa a formação dos oficiais da GNR e da PSP que o Governo pretende que seja a mesma, bem como a posssibilidade das forças de segurança interna virem a realizar missões de interesse público, até agora cometidas às FA.

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