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Atualidade / Arquivo

Obama fala pela primeira vez na Sala Oval

Presidente Barack Obama usou pela primeira vez a Sala Oval para falar ao país. Tudo por causa da maré negra no Golfo do México e da dependência energética que os EUA têm do petróleo.

Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA

O Presidente Barack Obama, falou à nação americana sobre a maré negra no Golfo do México e, pela primeira, vez usou a Sala Oval para fazer uma comunicação ao país. Este cenário está reservado para momentos especiais, de grande intensidade dramática: Ronald Reagan usou-o em 1986, depois do desastre do vaivém espacial, e Bill Clinton, em 1995, após o ataque bombista em Oklahoma.

Barack Obama repetiu a ideia de que esta catástrofe deve obrigar a América a repensar a sua política energética e a respectiva dependência do petróleo. O ambiente está a ser fortemente penalizado pelo facto de jorrarem, todos os dias, para o Golfo do México, 60 mil barris de crude - o equivalente a 9,5 milhões de litros.

Os republicanos apreciaram o discurso do Presidente: um dos que mais o aplaudiu foi o congressista republicano George Lemieux, aproveitando defender um futuro mais "mais nuclear. A China está a construir 50 novas centrais, enquanto nós apenas uma. Cerca de 70% da energia limpa provém das nossas 103 centrais operacionais".

Director da BP 'massacrado' pela Câmara dos Representantes

Entretanto, o director executivo da BP, Tony Hayard, compareceu  - na madrugada de quinta-feira para sexta-feira - perante a perante a comissão de inquérito na Câmara dos Representantes. "Há uma reserva de 7,5 mil milhões de litros de crude sob o furo da BP, que há dois meses alimenta a maré negra no Golfo do México. Se não for estancada, a fuga pode prolongar-se durante mais de dois anos", alertou.

Os congressistas ficaram furiosos com Hayward, não o poupando ao longo de um interrogatório que durou seis horas. Acusaram-no de ser negligente, incompetente e de querer esconder a realidade do povo americano.

Nem o anúncio de um fundo de 20 mil milhões de dólares destinados às vítimas do desastre e às operações de limpeza na região afectada.