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O regresso da "senhora televisão"

Maria Elisa está de volta ao país, à profissão e à RTP, para desafiar os telespectadores a elegerem dez "Grandes Portugueses". Pretexto para uma grande entrevista.

"Mudei com tudo! Levei a casa! Por isso é que tenho um contentor a chegar com todas as minhas coisas". Apanhada de surpresa pela decisão de Freitas do Amaral, à época ministro dos Negócios Estrangeiros, de reduzir pessoal em algumas embaixadas, Maria Elisa Domingues, conselheira cultural da Embaixada de Portugal em Inglaterra, viu-se obrigada a regressar este Verão interrompendo um contrato de três anos. Aos 56 anos, a jornalista veterana ainda ponderou mudar de profissão para poder continuar a viver em Londres, uma das suas cidades preferidas.

Antiga apoiante de Freitas para a Presidência da República, Elisa afirma não guardar "ressentimento" por ter sido incluída na lista dos dispensáveis do MNE, o que "não quer dizer que o perceba". E não deixa de afirmar: "Aprendi com a vida que a gratidão é um sentimento raro. Pessoas que, de algum modo, ajudamos ou apoiamos, são, em geral, as que nos tiram o tapete na primeira oportunidade".

Na área política, Maria Elisa considera ainda que foi "traída pelo PSD" na questão das incompatibilidades entre o seu cargo de deputada e o trabalho como jornalista. Mas assume que, anteriormente, cometeu o erro de participar num tempo de antena de Cavaco Silva.

Ao longo de seis horas de entrevista, a jornalista fala de uma vida feita de rupturas pessoais e profissionais. Confessa que o seu maior desejo era ter sido capaz de construir uma relação sentimental estável que lhe permitisse ter tido mais filhos. Quanto à sua carreira de sucesso, em parte feita em cargos de poder, considera que pagou caro esse êxito, nomeadamente com acusações de ser uma mulher esbanjadora e dada a muitos luxos.

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