Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

"O PCP é a alternativa" defende Jerónimo de Sousa

No discurso de encerramento do XVIII Congresso do PCP Jerónimo de Sousa, reeleito por unanimidade secretário-geral, clarifica a estratégia comunista: Uma ampla frente social que se traduza em votos no PCP.

Humberto Costa

No discurso de abertura do XVIII Congresso do PCP o secretário-geral dos comunistas já tinha deixado claro que, no próximo ano eleitoral, o PCP concorreria coligado com os "Verdes" e a Intervenção democrática, na CDU, afastando qualquer hipótese de coligação, mesmo nas autarquicas, com outras forças políticas à esquerda.

No encerramento do Congresso Jerónimo de Sousa voltou a abordar o assunto para esclarecer que o apelo à convergência se destina "aos trabalhadores, agricultores, pescadores, intelectuais, quadros técnicos,  juventude,  mulheres, reformados, pequenos e médios empresários, todos os cidadãos, patriotas e democratas inquietos com o futuro do seu país e da democracia", na criação de uma "ampla frente social que se transforme em oposição política e a oposição política no apoio a uma força portadora de uma política e uma alternativa de esquerda - o PCP". E, neste contexto, acrescenta o líder comunista, a participação do PCP no poder "será quando o povo quiser".

Jerónimo de Sousa desvaloriza os movimentos à esquerda do PS, como sinal de uma movimentação de ruprura com a actual poítica. Para o líder do PCP, o facto de "crescer o descontentamento" de este se traduzir na "redução da base de apoio à actual política e ao Governo" está longe de significar "uma clara assunção da necessidade de ruptura e de uma nova política".

No que diz respeito às alterações nos órgãos de direcção política do PCP de destacar - para além da redução do número de membros quer na comissão política (de 24 para 19), quer no secretariado do comité central (10, para 9) e no próprio comité central (de 174 para 158) - a saída de José Casanova, Director do Avante, da comissão plítica. Albano Nunes garantiria que apesar de abandonar aquele órgão Casanova manter-se-ía com todas as responsabilidades. Se assim for, não é a primeira vez que um director do Avante não integrará a direcção política do comité central, tendo o mesmo já acontecido com Dias Lourenço e Carlos Brito.