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O novo Parlamento

A democracia na Finlândia começou há 100 anos com a reforma da Constituição. A primeira sessão parlamentar teve lugar em 1907 e contou com 19 deputadas, as primeiras do mundo a serem eleitas.

Comemoram-se cem anos desde que o Acto Parlamentar inaugurou, na Finlândia, o Parlamento que substitui a Dieta do século XVII. O novo Parlamento unicameral foi inaugurado em 1906 com 200 lugares e a introdução do sufrágio universal, implicando o fim da dependência do direito de voto do estatuto social ou do género.

A primeira sessão parlamentar teve lugar no dia 23 de Maio de 1907 e contava com 19 deputadas, as primeiras do mundo a serem eleitas, e também as primeiras a serem votadas por mulheres.

A seguir à Revolução russa de 6 de Dezembro de 1917, o Parlamento aprovou a declaração de independência proposta pelo Senado e a Constituição republicana que foi adoptada no Verão de 1919 definia assim o sistema parlamentar finlandês: «O poder soberano na Finlândia pertence ao povo que está representado no Parlamento».

No passado dia 1 de Junho deram-se início às comemorações dos 100 anos da democracia na Finlândia que foi obrigada a resistir a situações adversas: durante a Guerra do Inverno, de Dezembro de 1939 a Fevereiro de 1940, o Parlamento foi evacuado e passou a reunir na cidade de Kauhajoki. A Finlândia foi o único país beligerante na Europa onde o Parlamento continuou a reunir sem interrupção durante a II Guerra Mundial.

A Constituição de 1919 só veio a sofrer uma profunda revisão em 2000. A nova Constituição facilita a compreensão do sistema político finlandês, os diferentes poderes dos seus actores e as relações mútuas. O sistema político actual reforçou o papel do Parlamento e do primeiro-ministro relativamente ao Presidente da República. Exemplo: o primeiro-ministro é eleito pelo Parlamento e este viu o seu papel reforçado como supremo órgão do Estado.