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O misterioso destino de Tomé

Um sexagenário desapareceu há quinze dias do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, depois de uma cirurgia à retina. A família garante que não sofria de perturbações mentais. No Hospital, há a convicção que o paciente abandonou as instalações por livre vontade.

João Tomé, de 69 anos, desapareceu do hospital de São Bernardo em Setúbal, dia 17, no Sábado. O sexagenário tinha sido internado quatro dias antes, para ser operado à retina. A cirurgia correu sem problemas, mas a vista acabou por infectar e o paciente ficou em recuperação da cirurgia oftalmológica.

O seu filho, Alexandre Tomé, foi visitá-lo ao hospital, perto do meio-dia de sábado, mas quando chegou ao 3.º andar, onde se encontrava o pai, um dos enfermeiros terá avisado que José desaparecera quinze minutos antes. "Fiquei em pânico. Procurei-o por todo o hospital, mas não o encontrei", declarou Alexandre ao Expresso. "A administração do Hospital tinha-me garantido que fizera a participação do seu desaparecimento à PSP, mas quando cheguei à esquadra percebi que fui o primeiro a apresentar queixa", acrescenta.

Até hoje, não há sinais de João Tomé, que segundo a família, não padecia de doenças mentais. "Nunca fizera nada do género. Não percebemos como isto foi acontecer", acrescenta Alexandre.

Videovigilância não apanhou nada

Segundo fonte hospitalar, a Polícia Judiciária requisitou as câmaras de videovigilância, "mas não encontrou nada". Quanto à participação do desaparecimento do sexagenário, a mesma fonte recorda que cabe à família fazê-lo. E frisa: "Tudo leva a crer que João abandonou o hospital por sua livre vontade. Ele era adulto e responsável."

Num comunicado difundido há poucas horas, o Centro Hospitalar de Setúbal refere o "utente não comunicou a sua ausência a nenhum profissional do serviço pelo que o fez contra indicação médica." mais à frente, é escrito que logo após o desaparecimento de João Tomé, "foram envolvidos as forças de segurança na tentativa de o localizar".