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O líder e o CDS juntos e em queda

As lutas internas do CDS tiveram o efeito anunciado: uma acentuada queda de popularidade do líder (-3,7%) e das intenções de voto no partido (-1,4%). De acordo com a sondagem do Expresso/SIC/Rádio Renascença/Euroexpansão, Ribeiro e Castro sofreu o “efeito Paulo Portas” e caiu para terreno negativo, com um saldo de -2,5%.

Curiosamente, os dois líderes partidários com maior capital de simpatia acumulado, José Sócrates (-0,2%) e Francisco Louçã (-0,4%), também se deram mal com os frios de Março, ao contrário de Jerónimo de Sousa (+0,7%) e Marques Mendes (+0,3%), que capitalizaram a contestação ao Governo, num mês em que a Ota e a crise na Universidade Independente fizeram as manchetes.

O comportamento eleitoral dos partidos só não seguiu o sinal dado pela popularidade dos seus líderes no caso do Bloco de Esquerda. O BE foi, aliás, a força política que mais se valorizou nos últimos 30 dias (+1%), para alcançar 7,4% nos resultados projectados da intenção de voto. Seguiu-se a CDU (+0,9%), que melhorou pelo segundo mês consecutivo, fixando-se agora nos 9,5%, e o PSD (+0,3%), com 32,3%, encurtando distâncias para o PS.

O sensível recuo dos socialistas (-1,2%) não teve qualquer efeito na sua sólida liderança de 44,2%, enquanto a depreciação do CDS atirou este partido para a votação quase marginal de 2,7%.

PR e Governo em perda há dois meses

O Presidente da República (-1,1%) e o Governo (-3,4%) estão há dois meses a perder simpatia junto do eleitorado. Mas se o efeito negativo sobre os 57% de saldo de popularidade de Cavaco Silva é quase simbólico, já o mesmo se não pode dizer do impacto no Executivo de José Sócrates: são já 6,9% abaixo da linha de água.

 

FICHA TÉCNICA

A sondagem, realizada pela Eurosondagem para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, foi efectuada de 28 de Março a 2 de Abril. Teve por objecto três perguntas sobre a crise interna no CDS/PP, duas sobre o novo aeroporto, uma sobre a erosão do litoral português, uma sobre a obesidade infantil, duas sobre o ‘Caso Esmeralda’, uma sobre a promoção turística do Algarve, duas sobre a redução do défice e sobre o ensino universitário privado. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone fixo. A amostra foi estratificada por região: Minho, Douro e Trás-os-Montes (20,5%), Área Metropolitana do Porto (13,3%), Beiras, Estremadura e Ribatejo (29,9%), Área Metropolitana de Lisboa (26,4%), Alentejo e Algarve (9,9%). Foram efectuadas 1259 tentativas de entrevista telefónica, sendo que em 18,8% houve recusa de resposta. Foram validadas 1022 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino 52,1% e masculino 47,9%; e no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 25 anos, 13%; dos 26 aos 35, 19,6%; dos 36 aos 45, 20,5%; dos 46 aos 59, 22,4%; e mais de 60, 24,5%. O erro máximo da amostra é de 3,07% para um grau de probabilidade de 95%.