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O lado japonês da barricada

Depois de “Bandeiras dos Nossos Pais”, Clint Eastwood mostra-nos a perspectiva nipónica sobre a dramática batalha na ilha do Pacífico.

Não é muito comum um realizador fazer dois filmes de seguida sobre o mesmo assunto. Clint Eastwood afirma que teve a ideia de fazer “Cartas de Iwo Jima” quando se encontrava a recolher dados para “As Bandeiras dos Nossos Pais”.

Foi ao investigar os documentos históricos, sobre o confronto que americanos e japoneses travaram na ilha do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, que o realizador deparou com referências ao emblemático general japonês Tadamichi Kuribayashi que, com as suas tropas, conseguiu resistir ao longo de 36 dias de intensos combates.

A minúscula ilha do Pacífico era um ponto de grande importância geo-estratégica de defesa do Japão, daí que os nipónicos estivessem determinados em defendê-la até à última. Mas longe da imagem de determinados combatentes suicidas, os japoneses eram enviados para a ilha com muito poucas possibilidades de regressarem com vida.

É a história das fantásticas táticas do general Tadamichi e dos homens que ele comandou, numa batalha sem esperança, que Eastwood nos mostra agora neste segundo filme. Cerca de 20 mil japoneses e 7 mil americanos perderam a vida em Iwo Jima.

Depois de em “Bandeiras de Nossos Pais” ter mostrado a perspectiva americana da batalha, em “Cartas de Iwo Jima” apresenta agora o conflito visto do lado japonês.

O filme conta com quatro nomeações para os Óscares, entre as quais a de Melhor Filme e Melhor Realizador.