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O golpe que ficou para a história

Richard Gere surge neste filme como Clifford Irving, o jornalista que em 1971 atingiu a notoriedade com uma biografia baseada em supostas entrevistas exclusivas ao bilionário Howard Hughes, que acabariam por se revelar como falsas.

“Golpe Quase Perfeito” é um filme baseado numa fantástica fraude que, no início da década de 1970, conseguiu ludibriar por algum tempo as editoras e o público norte-americano.

Farto de estar à espera descobrir uma grande cacha jornalística que nunca chegava, Clifford Irving (Richard Gere) resolveu pura e simplesmente inventá-la. Convenceu a editora McGraw-Hill a pagar-lhe quase um milhão de dólares pelas entrevistas exclusivas ao excêntrico bilionário Howard Hudges.

A fantástica auto-biografia autorizada, com as memórias intimas e os controversos segredos de Howard Hudges, aguçaram o apetite da editora e do público norte-americano dando grande notoriedade a Irving. Mas a verdade acabaria por vir ao de cima colocando-o em maus lençóis.

“Clifford Irving é um verdadeiro sedutor. O tipo de pessoa que entra numa sala e encanta toda a gente. Em certa medida era um actor” refere o realizador sueco Lasse Hallström, que antes deste “Golpe Quase Perfeito” nos trouxe “Chocolate” e “Regras da Casa”.