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Nova corrida à Bolsa

A Euronext reuniu 24 empresas em Évora, das quais 23 admitem ir para a Bolsa e já há quem se esteja a preparar para vender parte do seu capital no mercado. 

Depois de nos últimos cinco anos quase não ter havido empresas a entrar na Bolsa portuguesa, há uma nova vaga de empresários a estudar esta alternativa de financiamento. O presidente da Euronext Lisbon, Miguel Athayde Marques, está convencido de que nos próximos meses haverá novas admissões à cotação além das que resultarão das privatizações (Galp e REN).

Esta convicção, que é partilhada por António Borges, vice-presidente da Goldman Sachs International, foi reforçada no «retiro de reflexão» que juntou em Évora 24 grupos empresariais não-cotados, dos quais apenas um disse que não está a pensar ir para a Bolsa. Entre os 23 presentes encontravam-se, segundo o EXPRESSO apurou, a Amorim Turismo, Iberomoldes, Lanidor, Primavera Software, Critical Software, Martifer, Edifer, Luís Simões e grupo Lena.

Num inquérito feito pelo EXPRESSO foi também possível concluir que empresas como a Visabeira ou a Esphera Capital estão a estudar esta hipótese e o Banco BIG e Grupo Rangel admitem ir para o mercado. Mas também há empresas que afastam, pelo menos nos próximos tempos, a entrada na Bolsa, apesar de algumas já terem ponderado essa hipótese no passado. Estão nestas circunstâncias a Riopele, MonteAdriano, RAR, Florêncio Augusto Chagas, Nutrinveste, Ferpinta, Altitude Software, Renova e Chip7. No geral, as regras para estar cotadas não são consideradas excessivas.