Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

No Name Boys: 13 penas efetivas, a maior de 12 anos

Nenhum dos arguidos do processo, todos membros da claque não legalizada do Benfica, foi condenado pelo crime de associação criminosa.

O acórdão proferido hoje pelo coletivo de juízes da 5.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa sobre o processo dos No Name Boys determinou 13 penas efetivas, a maior das quais de 12 anos, oito absolvições e 16 condenações com penas suspensas.

Nenhum dos arguidos do processo do núcleo duro dos No Name Boys, claque não legalizada do Benfica, foi condenado pelo crime de associação criminosa.

De entre os condenados a penas efetivas, em cúmulo jurídico, estão António Claro (12 anos), Hugo Caturna (oito anos e seis meses) e José Pité Ferreira (7 anos), todos sentenciados pelos crimes de tráfico de estupefacientes, ofensas qualificadas à integridade física e danos com violência, embora alguns também tenham sido condenados por incêndio e posse de armas proibidas.

Também condenados com prisão efetiva foram Ricardo Ventura (dois anos), Pedro Taranta e Nuno Fernandes (cada um quatro anos e seis meses), Nélson Grilo (seis meses), Valter Ribeiro (cinco anos), Ricardo da Costa Santos e Nuno Morgado Almeida (cada um com cinco anos e seis meses), Alexandre Graça (seis anos e seis meses), Bruno Reis Ferreira (sete anos) e José Brazão Almeida (seis anos).

Penas suspensas

As maiores condenações com pena suspensa foram atribuídas a Sónia Santos Fernandes e Sandro Pires (cada um com quatro anos e seis meses), Humberto Possante (quatro anos) e Carlos Pargana (três anos).

Também foram condenados com pena suspensa: Tiago Lopes (dois anos e nove meses); Fábio Santos (dois anos e oito meses); Agostinho Fontes, Hugo Santos, Pedro Rodrigues, Mário Martinho e Ricardo Duarte (cada um com um ano e seis meses); Hugo Cardoso e Pedro Salgado (cada um com dois anos e três meses); Rui Moura, André Lago e Guilherme Beon (cada um com dois anos).

Foram absolvidos, por o tribunal não ter dado como provados os factos que lhes eram imputados: Vera Lima, Paulo Soares, Sandro Branquinho, Ruben Rodrigues, Adriano Pité, Mário Dias, Marco de Oliveira e Tiago Bessa.

Os 37 arguidos do julgamento (Tiago Martins não foi julgado) estavam indiciados da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de droga, posse de armas brancas e de guerra, ofensas qualificadas à integridade física, danos, incêndios e outros crimes.

PSP indiciou 53 pessoas

Este processo foi investigado pela 3.ª Esquadra de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública (PSP) a partir de 2008.

No final desse ano, mais de 30 pessoas foram detidas no âmbito da "Operação Fair Play", na qual a PSP apreendeu armas brancas e de guerra, material pirotécnico e produtos estupefacientes a elementos da claque, que se autodenominavam "Braço Armado do Benfica".

O relatório da PSP foi concluído a 14 de abril de 2009, com um total de 53 indiciados, número reduzido para 38 no despacho de acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.