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"Não vamos desistir de lutar"

O líder da CGTP, Carvalho da Silva, reconhece que há "maiores dificuldades" na luta dos trabalhadores. Mas, no aniversário da central sindical, garante que "é preciso sacudir a situação" e promete um "sindicalismo vivo e actuante.

"Não aceitamos". Foi este o lema que marcou, esta segunda-feira, a intervenção do secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, no encontro com jornalistas, onde se assinalaram os 37 anos de vida da maior central sindical do País.

Apesar das dificuldades da conjuntura política e das alterações ao equilíbrio tradicional de forças com a entrada em força da globalização, o líder sindical promete não baixar os braços. "É preciso sacudir a situação", assume, desfiando de seguida o rol de queixas contra o actual momento político.

Manifestação dia 18

"Não aceitamos que a solução dos problemas estruturais seja sempre feita à custa de sacrifícios sociais e nada mais", disse Carvalho da Silva perante uma sala cheia dos membros do secretariado nacional da CGTP. Os sindicalistas não aceitam ainda sujeitar-se "a este marasmo", recusam "a permanente destruição do aparelho produtivo" assim como a procura de reformas "que levam o sacrifício social até ao limite".

O maior e mais específico ataque da tarde foi dedicado à revisão da legislação laboral e ao projecto de flexissegurança. Classificando as propostas saídas do grupo de trabalho nomeado pelo Governo de "jogo viciado", Carvalho da Silva criticou o carácter "puramente administrativo" das medidas que representam um "gravíssimo ataque" aos direitos dos trabalhadores.

Garantindo que "o sindicalismo continua a ser indispensável", o dirigente da CGTP prometeu "continuar a luta" que terá como ponto alto a manifestação organizada pela central sindical - e com o apoio do PCP e do Bloco de Esquerda - e marcada para o próximo dia 18, em Lisboa.