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«Não sou um pirata, sou um corsário»

«Nos meus barcos sou o presidente». A afirmação é de Silva Vieira, um armador que não gosta de leis nem de quotas de pesca — e por isso está na lista negra da UE Leia este sábado
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António Silva Vieira é o armador de Aveiro que prefere ser conhecido como «corsário» e não como «pirata». Tem um vasto império na área da pesca longínqua, com duas dezenas de empresas em vários países. Diz que  é «muito persistente» e que a lei lhe permite pescar com a bandeira que quiser em águas internacionais. Mas dois dos seus navios estão na lista negra dos barcos piratas da União Europeia e da Comissão do Atlântico Nordeste. Um deles, o «Kabou» – que navega com diferentes nomes e bandeiras de países terceiros – foi apresado esta semana no porto de Aveiro.

Diz que o único vício que tem é o trabalho e tem por hóbi a pesca desportiva à linha. Para não destoar daquilo que é a actividade principal, também nas horas vagas gosta de «pescar nas zonas proibidas da Ria de Aveiro onde há muito peixe». Apesar de vários encontros imediatos com as autoridades marítimas e de algumas multas pagas, assume «ter uma diferente interpretação das leis» e «alguns direitos adquiridos».

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