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Música viaja no tempo em Mafra

Arranca este fim-de-semana em Mafra o X Festival Internacional de Música.

Da Idade Média às canções populares sul-americanas, do Renascimento à música barroca: eis a travessia de séculos e de estilos pelos sons, no cenário de um dos mais majestosos palácio portugueses: falamos do X Festival Internacional de Música de Mafra, que começa neste sábado, 30 de Setembro, e percorre o mês de Outubro, aos fins-de-semana, numa iniciativa do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), com direcção artística de João Miguel Gil.

O concerto inaugural, às 18 horas, na biblioteca, será apresentado pelo Banchetto Musicale Lusitania, um agrupamento especializado na interpretação de temas do repertório ibérico dos séculos XV e XVI.

No fim-de-semana seguinte vai ouvir-se, a 7, Mozart, Debussy, Pike e Beethoven (por Jennifer Pike e Andrew West), na sala da música. Domingo, 8, a basílica recebe Yves Rechsteiner e Bernard Allard, que tocam temas de Handel, Mozart e Boccherini, entre outros.

A 14 serão Bach e Mattheson, ao som do cravo, na sala do trono (por Cristiano Holtz), enquanto a 15, na biblioteca, escutam-se temas latino-americanos e do barroco espanhol, pelo Ensemble La Chimera.

A 21 assinalam-se os 350 anos do nascimento do compositor francês Marin Marais, na sala Diana, onde também se apresentam temas de Antoine Forqueray (por G. Ballestracci, M. Zeller, R. Conte e S. Demichelli), enquanto 22 dará lugar à música italiana medieval, pelo Ensemble Micrologus, na sala de caça.

O festival prossegue com temas renascentistas ingleses e espanhóis, pelo Ensemble Jachet de Mantoue (a 28, na capela do Campo Santo), e, a 29, na biblioteca, com os sons do século XVIII europeu pela Accademia Bizantina, que vai tocar instrumentos genuínos.

Todos os concertos serão às 17 horas, à excepção do inaugural e do espectáculo de despedida (ambos decorrem às 18h).

A ligação do Palácio de Mafra à música é evidente: por um lado, devido aos instrumentos incluídos no espólio palaciano, seis órgãos e dois carrilhões. Por outro, porque o seu construtor, o rei D. João V, concedeu grande protecção aos músicos da sua época.