Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Mundo presta tributo a Elvis Presley

Faz esta quinta-feira precisamente três décadas que o único “monarca” norte-americano deixou o mundo dos mortais. E porque os mitos nunca morrem a data vai ser assinalada com toda a pompa e circunstância a que o momento obriga.

Dia 16 de Agosto de 1977 foi uma data que marcou a história do Rock n´Roll, não por ter sido dado um concerto que tenha ficado para a história, mas sim porque um dos seus inventores se tinha despedido do mundo dos vivos.

Elvis Aaron Presley nascido na cidade de Tupelo no estado do Mississipi em 1935 perdeu a longa batalha que travava com as drogas e os mais variados calmantes e anti-depressivos. O homem de 42 anos morreu no longínquo Verão de 1977, mas imediatamente nasceu um mito de proporções cósmicas e que vive até ao dias de hoje.

50 mil em Graceland

Os mais de 600 clubes de fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo já se estão a engalanar para festejar a data, que consistirá, obviamente, em várias imitações do cantor de “Suspicious Minds” que este ano e ao fim de três décadas serão aceites oficialmente em Graceland – a mítica mansão, na cidade de Memphis, Tennessee,  em que o "Rei" viveu até ao fim da vida e onde está sepultado.

Aí participarão num muito disputado concurso que terminará no domingo com a escolha do melhor “artista de tributo” de Presley. Até hoje a Elvis Presley Enterprises (EPE), a empresa que gere Graceland, via estes imitadores como um embaraço e uma vergonha à memória do "Rei". Contudo esse cenário mudou quando a EPE passou a ser controlada pela empresa CKX, mais tolerante às excentricidades dos seguidores de Elvis.

O entusiasmo dos fãs, mesmo para os que vêm de longe não deixa margens para dúvidas: “Há competições em todo o mundo e todas são fantásticas, mas ter uma organizada pela EPA é muito especial”, lembrou Paul Larcombe, um artista de tributo profissional, vindo de Crewe na Inglaterra.

Embora o ponto alto e histórico seja a competição entre os imitadores de Elvis, as celebrações já estão a decorrer desde o início da semana. Quarta-feira teve lugar uma vigília em memória do cantor, que juntou cerca de 50 mil pessoas em Graceland. O acontecimento foi transmitido em directo pela Elvis Rádio e contou com um concerto - devidamente esgotado -, onde marcaram presença alguns dos músicos que tocaram com o cantor.

No nosso rectângulo lusitano, embora o entusiasmo não seja o mesmo que em terras de “Tio Sam”, Elvis também tem os seus seguidores, reconhecidos pela EPE e tudo. Neste caso o clube de fãs tem o nome conjunto de duas canções do "Rei": “Burning Star”, que junta os temas “Burning Love” e “Flaming Star”.

Milionário depois da morte

O fundador, Paulo Henriques, embora não embarque em histórias de que Elvis estará vivo e a jogar poker em Las Vegas, prefere acreditar que "enquanto houver um fã, o Elvis nunca irá morrer. Os fanáticos é que dizem que ele está vivo".

Porém o fã número um em Portugal também não esconde que nem tudo o que rodeia o "Rei" é explicável: “Ele tem voz, tem presença em palco. Tem tudo. É uma coisa que não se explica”.

Para este sábado não está previsto nenhum concurso de imitações nem ajuntamentos de milhares de pessoas, mas um genuíno convívio no Montijo, onde todos os admiradores poderão recordar sucessos como “Heart Break Hotel”, “In the Ghetto” ou “You are Always on my Mind”, bem como alguns dos concertos que Elvis deu em salas míticas da sua eterna Las Vegas, ou ainda os filmes em que participou.

Trinta anos depois a marca com o nome Elvis Presley e tudo o que está oficialmente ligado à imagem do “Rei” continua a render cerca de 29 milhões de Euros anuais. Segundo a revista “Forbes”,  Elvis é a celebridade a gerar mais riqueza depois da morte.